ELEIÇÕES DOS COLEGIADOS SETORIAIS DE CULTURA DA BAHIA - 2014



INFORMATIVO ESPECIAL

De acordo com a Lei Orgânica de Cultura do Estado da Bahia nº 12.365, de 30 de novembro de 2011 que dispõe sobre a Política Estadual de Cultura  e institui o Sistema Estadual de Cultura do Estado da Bahia, esta previsto a criação dos Colegiados Setoriais de Cultura da Bahia que representarão diversos segmentos de cultura junto a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia/Governo do Estado da Bahia.

O que é um Colegiado Setorial?

Colegiado Setorial é um grupo de pessoas que representam um setor diante da sociedade e do poder público.

Qual o papel dos Colegiados?

Os colegiados terão o papel de orientar e respaldar decisões políticas voltadas a cada área/segmento, atuando como instâncias de consulta, participação e controle social das ações promovidas pelos órgãos do governo.

O que significa participar do Colegiado Setorial de Arquivos e Memória

Esta será a primeira eleição para este Colegiado podendo, de forma legitima, participar das decisões relacionadas a Arquivos e Memória no âmbito do Governo Estadual.
Efetivando a criação do Colegiado do segmento os eleitos serão responsável, também, pela criação de seu regimento (Conheça a atuação de Colegiados efetivados por meio do seguinte blog: http://colegiadossetoriais.blogspot.com.br/ 

Composição dos Colegiados

Cada colegiado será individualmente integrado por nove membros, sendo três do Poder Público, indicados pelo Secretário de Cultura, e seis da sociedade civil eleitos através deste processo participativo e democrático. Todos terão seus devidos suplentes. Os integrantes serão designados para mandato de dois anos (biênio de 2015 e 2016).
Como e quando serão as eleições


Para participar das eleições dos Colegiados Setoriais de Cultura da Bahia, como eleitor ou como candidato, é necessário efetuar um cadastrado na plataforma eleitoral (http://cultura.plataformavirtualdevotacao.com.br/SelecaoSetorial.aspx) até o dia 20 de setembro de 2014.

As eleições ocorrerão, também através de sistema online, entre os dias 03 de outubro a 03 de novembro de 2014.

Observações importantes

Para garantir a legitimidade do colegiado precisamos ter, no mínimo, 30 (trinta) cadastros válidos como eleitores, sendo o mínimo de 12 (doze) candidatos.
Nenhum funcionário público (administração pública federal, estadual, distrital ou municipal) detentor de cargo comissionado poderá se cadastrar como eleitor e/ou candidato.

Funcionários (servidores efetivos, cargos comissionados e REDA) da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia ou de suas unidades, também não podem se cadastrar como eleitor e/ou candidato.

Para se cadastrar é necessário que o interessado tenha no mínimo 18 anos, residir no Estado da Bahia e atuar no segmento ao qual esta se cadastrando.

LANÇAMENTO: ENTRE O FRUTO E O OURO


Organizado por Philipe Murillo Carvalho e Erahsto Felício de Sousa, a obra é composta por nove artigos produzidos por historiadores/as da nova geração que se debruçaram sobre temas e documentos inéditos ou pouco estudados. É um livro imperdível! Veja abaixo a relação de trabalhos:

1) Da escravidão para o trabalho livre: abolição do cativeiro e o destino dos libertos no sul da Bahia - Ronaldo Lima

2) A sociedade Monte Pio dos Artistas de Itabuna: trabalhadores, cultura associativa e o republicanismo dos de baixo, 1920-1930. Philipe Murillo Carvalho

3) Papai Noel, os mendigos e a liberdade: uma história do controle social em Itabuna (1950-64) - Erahsto Felício de Sousa

4) Sexualidades em evidência: prostituição feminina, desigualdades de gênero e sociabilidades no meretrício itabunense (1940-1950) - Carolina Dos Anjos

5) Itabuna no trono da beleza nacional: discursos de progresso e idealização feminina na imprensa itabunense, 1950-1962 - Adriana Oliveira

6) A experiência da Frente de Mobilização Popular: emancipações e movimentos sociais no sul da Bahia - Soanne Cristino

7) “Eu vim realmente pra vê se eu melhorava de vida”: trajetórias e expectativas de migrantes em Itabuna-Ba (1980) - Priscila Glória

8) Nas coroas, nos mangues e na maré: As vivências das pescadoras do São Miguel e Teotônio Vilela em Ilhéus-BA (1980-2007) Fabiana Santana Andrade

9) A região cacaueira nas malhas das percepções e do tempo: produção cultural no sul da Bahia no interlúdio do século XX - Danilo Ornelas


Curtam nossa página https://www.facebook.com/pages/Mondrongo/554313147949520?fref=ts — com Danilo Ornelas, Fabiana Santana Andrade, Ronaldo Lima, Adriana Oliveira, Soanne Cristino, Priscila Glória e Carolina Dos Anjos. 

“Documentos do Arquivo e Revoltas Escravas”


A última edição do projeto Quintas na Quinta acontece no dia 28 de agosto, às 14h30, no Arquivo Público do Estado da Bahia. Com o tema “Documentos do Arquivo e Revoltas Escravas”, o encontro recebe como convidado o historiador, pesquisador e professor do Departamento de História da Universidade Federal da Bahia, João José Reis. Para facilitar o deslocamento dos participantes, um ônibus gratuito sairá às 14h, do Teatro Castro Alves para o Arquivo Público, com retorno às 17h. O ponto de encontro é na biblioteca do Teatro.

SEMINÁRIO INTERNACIONAL “CULTURA, POLÍTICA E TRABALHO NA ÁFRICA MERIDIONAL"


O prazo para inscrições de propostas para o Seminário Internacional “Cultura, Política e Trabalho na África Meridional” está aberto até 25 de setembro próximo.  O evento, que irá ocorrer na UNICAMP (Campinas, Brasil) de 11 a 14 de maio de 2015, propõe uma reflexão sobre a África Meridional, enfatizando o ponto de vista africano em detrimento das políticas e experiências coloniais. Organizado pelo CECULT e pelo Harriet Tubman Institute da York University, o seminário oferece a oportunidade para estreitar laços entre pesquisadores e estudantes dos dois centros, mas também acolhe parceiros vinculados a outras instituições de ensino e pesquisa nas Américas, Europa e África. 

Clique aqui para mais informações sobre os objetivos do Seminário e receber instruções como fazer sua inscrição.

ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA TERÁ ATENDIMENTO SUSPENSO


Devido às obras de recuperação do telhado, forro e assoalho do Arquivo Público do Estado da Bahia, no bairro da Baixa de Quintas, a Fundação Pedro Calmon/SecultBa informa que a partir do dia 08 de setembro de 2014, estará suspenso, temporariamente, o atendimento ao público prestado pelo Arquivo. Saiba mais: http://goo.gl/tyeFfv

SUSPENSÃO DAS ATIVIDADES NO ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA


Portaria nº 143 /2014, de 04 de Agosto de 2014

A Diretora Geral da Fundação Pedro Calmon – Centro de Memória e Arquivo Público da Bahia, no uso de suas atribuições legais, Considerando o início das obras de recuperação total do telhado e forro, e assoalho do Arquivo Público do Estado da Bahia – APEB, no último dia 07 de Julho de 2014.

Considerando a necessidade de remanejamento dos setores do APEB, por conta das mencionadas obras de reforma. Considerando a segurança do patrimônio arquitetônico e documental e da integridade física dos funcionários, estudantes, pesquisadores e estudiosos
comumente presentes ao APEB.

INFORMA:
Art. I - A SUSPENSÃO do atendimento ao público, a saber:

Parágrafo Primeiro – a partir do dia 11 de Agosto de 2014, estará suspenso,
temporariamente, o atendimento ao público na Biblioteca Francisco Vicente Vianna – APEB.

Parágrafo Segundo – a partir do dia 08 de Setembro de 2014, estarão suspensos, temporariamente, todo e qualquer atendimento ao público e prestação de serviços, e visitação, inclusive à Sala de Consulta de Manuscritos e Impressos do APEB.

O término das suspensões, ora indicadas, dependerá de cronograma definido pela empresa executora das obras de recuperação total do telhado e forro, e assoalho do Arquivo Público do Estado da Bahia, e será passível de novo comunicado, a ser divulgado em imprensa oficial e outros órgãos de imprensa, e nas redes sociais.

Salvador Bahia, 04 de Agosto de 2014.
Maria de Fátima Fróes e Almeida Souto Maior

Diretora Geral
Fonte: Diário Oficial do Estado da Bahia 
Salvador, 25 de agosto de 2014
Nº 21.486

TERCEIRA BIENAL DA BAHIA – ARQUIVO E FICÇÃO – QUINTAS NA QUINTA


ARQUIVO PÚBLICO – DISCUSSÕES SOBRE PATRIMÔNIO 

Na oportunidade as discussões estarão centradas no patrimônio arquitetônico o "Solar da Quinta do Tanque" que repercute diretamente na preservação e no acesso do patrimônio arquivístico do APEB.

Convidadas: Fátima Fróes, diretora geral da Fundação Pedro Calmon / Secretaria de Cultura do Estado; Maria Teresa Navarro de Britto Matos, diretora do Arquivo Público do Estado da Bahia / Fundação Pedro Calmon; e Professora Rita de Cássia Rosado, coordenadora de Pesquisa do Arquivo Público do Estado da Bahia / Fundação Pedro Calmon.

Local: Arquivo Público do Estado da Bahia
Quando: 7 de agosto, às: 14:30
Endereço: Ladeira Quinta dos Lázaros - Baixa de Quintas / Salvador
Condução gratuita: Ônibus gratuito saindo do TCA para o Arquivo Público, às 14h  
Ponto de encontro na bilheteria do TCA
OBS: Não é permitida a entrada de pessoas trajando bermuda


RESULTADO DO CONCURSO “VÁRIAS HISTÓRIAS 2014”


Temos a satisfação de divulgar o resultado do Concurso “Várias Histórias 2014”, que contou com a avaliação dos professores Margarida de Souza Neves e Leonardo Affonso de Miranda Pereira, ambos do Departamento de História da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.
Agradecemos a todos os candidatos pela participação, concorrendo em um processo seletivo bastante disputado em vista da qualidade dos trabalhos apresentados.
Parabenizamos os aprovados, certos de que seus livros contribuirão para manter o perfil e o padrão de excelência da Coleção “Várias Histórias”, assim como para ampliar a produção e os debates no campo da História Social.

Seguem os autores e trabalhos selecionados, em ordem de classificação:

1º lugar - Iacy Maia Mata, Conspirações da "Raça de Cor": escravidão, liberdade e tensões raciais em Santiago de Cuba (1864-1881).

2º lugar - Robério Santos Souza, "Se eles são livres ou escravos": Escravidão e trabalho livre nos canteiros da Estrada de Ferro São Francisco, da Bahia – 1858-1863.

3º lugar - Ana Flávia Cernic Ramos, As máscaras de Lélio. Política, humor e indeterminação histórica nas crônicas de Machado de Assis (1883-1886).


4º lugar – Larissa Rosa Corrêa,"Disseram que eu voltei americanizada": relações sindicais Brasil-Estados Unidos na ditadura civil-militar (1961-1978).

FONTE: 

CONVERSANDO COM SUA HISTÓRIA: A ARTE DA PRODUÇÃO E ORGANIZAÇÃO DA MEMÓRIA


Prezado(a)s,

O mês de agosto da 12ª edição do curso Conversando com a sua História será realizado em parceria com o Museu de Arte Moderna da Bahia MAM, tendo como tema “A arte da produção e organização da memória”, e integrará a programação da 3º Bienal da Bahia, compondo o projeto Campo Gravitacional: arquivo e ficção, sob a curadoria de Ana Pato. O supracitado projeto visa observar e discutir as práticas e os procedimentos em torno dos espaços da memória, mais especificamente dos arquivos e bibliotecas. O projeto prevê uma série de ações, que tem como pressuposto a problemática do arquivo, tendo a arte contemporânea como fio condutor. Nesse sentido, o objetivo dos encontros é discutir a arquitetura da memória, a natureza burocrática dos arquivos, a memória oral, histórias e ficções dos espaços de memória da Bahia e a (in)visibilidade dos arquivos. Para tanto, diferentes instituições foram convidadas para apresentar seus acervos bem como historicizar a instituição a partir da proposta que deu origem a mesma, o projeto inicial, seus fundadores, colaboradores e mantenedores.
A atividade acontece todas as segundas-feiras, às 17 horas, na sala Kátia Mattoso - auditório da Biblioteca Pública do Estado da Bahia
Programação:

Agosto – A arte da produção e organização da memória
04/08 – Entre o público e o privado: a construção da memória sobre a Bahia
Mosteiro de São Bento
Palestrante: Alícia Duhá Lose
Palestra: O Privado de interesse público: construção da memória no Mosteiro de São Bento da Bahia.

Arquivo Público do Estado Da Bahia
Palestrante: Maria Teresa Navarro de Britto Matos
Palestra: Memória e História do Arquivo Público do Estado da Bahia: 1890 a 2014
 Mediadora: Ana Pato

11/08 – A arquitetura da organização arquivística: práticas e procedimentos
Instituto Histórico e Geográfico da Bahia
Palestrante: Maria Helena Flexor
Palestra: Práticas e procedimentos em arquivos: visão de pesquisadora

Fundação Gregório de Mattos
Palestrante: Ruth Marcellino da Motta Silveira
Palestra: "O Arquivo Histórico Municipal de Salvador: registro vivo da história da primeira Capital do Brasil"
Mediadora: Fátima Fróes

18/08 – Tipologias de espaços de memória
 Terreiro Ilê Axé Opó Afonjá
Palestrante: Marcos Santana
Palestra: "Conhecendo quem somos, amamos e preservamos o que temos!"

Escola Parque
Palestrante: Tyrone Braga Santiago
Palestra: CECR - Escola Parque: 64 anos de educação integral e integração com a comunidade

Museu de Arte Moderna
Palestrante: Marcelo Rezende
Palestra: "A reinvenção da memória".
Mediador: Luiz Freire

25/08 – Descortinando a memória através da oralidade e da arte
Centro de Estudos Afro-orientais
Palestrante: Luzia Reis
Palestra: O Centro de Estudos Afro Orientais: arquivos, memórias e histórias
Terreiro Pilão de Prata
Palestrante: Pai Air

Teatro Vila Velha
Palestrante: Márcio Meirelles
Palestra: “A memória é uma ilha de edição”
 Mediadora: Suki Vilas Boas

01/09 – Tecendo histórias entre papeis, fotografias e itens museais
 Fundação Pierre Verger
Palestrante: Ângela Elisabeth Lühning
Palestra: O que fotos dizem e não dizem: o acervo da Fundação Pierre Verger.

Centro de Memória da Bahia
Palestrante: Walter Silva
Palestra: Centro de Memória da Bahia: olhares republicanos sobre a Bahia
Mafro - Palestrante: Graça Teixeira
Mediadora: Jamile Borges

Atenciosamente,
 Centro de Memória da Bahia
Fundação Pedro Calmon - Centro de Memória e Arquivo Público da Bahia
Secretaria de Cultura do Estado da Bahia
Governo do Estado da Bahia

55-71-3117-6067

ARQUIVO PÚBLICO CONQUISTENSE: FONTES HISTÓRICAS DO SERTÃO DA BAHIA

FUNDO “INTENDÊNCIA” ESTÁ TOTALMENTE INVENTARIADO E DISPONÍVEL NO ARQUIVO PÚBLICO CONQUISTENSE


O Arquivo Público Conquistense concluiu hoje a organização do Fundo das Intendências de Vitória da Conquista, com documentos que abrangem o período de 1893 a 1930. O produto deste esforço é o Inventário Sumário do Fundo “Intendências”, um conjunto com 130 livros ocupando 3,6 metros lineares de documentação textual. O acesso a este acervo já é totalmente livre para a população.
O conteúdo deste fundo é basicamente de registros, compreendendo resoluções, marcas de fogo, atas do conselho municipal, cadernetas escolares, cadastro de eleitores, processo de pagamento, arrecadação de tributos, cadastro de contribuintes, recibos, memorial de tesouraria, livros-diário e razão.
Desta coleção, destacam-se as Marcas de Fogo, livros de registro de patente das marcas de ferrar gado. Esta coleção é um documento importante para o registro da memória da ocupação das terras desta região com a prática da pecuária. As Marcas são também um ícone da memória do coronelismo.


Fotos: Afonso Silvestre 

O Arquivo, portanto, continua cumprindo a sua função de Lugar de Memória, organizando seu acervo e disponibilizando o mesmo para pesquisa e consulta, que podem ser realizadas em qualquer momento, sob a orientação e o acompanhamento dos servidores.

ARQUIVO PÚBLICO MUNICIPAL DE CAETITÉ


A criação do Arquivo Público Municipal de Caetité remonta ao ano de 1995 por iniciativa de professores da UNEB, que apresentaram à Gerência de Arquivos Municipais do Arquivo Público da Bahia APB, em março de 1996, um projeto de criação de um arquivo público para a cidade de Caetité.
Posteriormente, em 19 de abril de 1996, foi convocada uma reunião na Câmara de Vereadores de Caetité, com a finalidade de discutir os termos de um convênio de parceria envolvendo a Prefeitura Municipal, o APB e a UNEB. Nessa reunião, onde estiveram presentes o então Prefeito Municipal, o Sr. Olimar Oliveira Rodrigues, a Secretária de Educação do Município, a Sra. Sônia Silveira, o Presidente da Câmara de Vereadores, o Sr. Francisco Nelson C. Neves, o representante da direção da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Caetité, o professor Manoel Raimundo Alves, os representantes do APB, o Sr. Divaldo Alcântara e a Sra. Maria Solenar R. Nascimento, e os professores Paulo Henrique Duque Santos, Maria de Fátima Novaes Pires e Tânia Portugal, foram estabelecidos os primeiros encaminhamentos relativos à formalização do convênio, implantação do Arquivo e sua incorporação ao Sistema Estadual de Arquivos, possibilitando a Caetité tornar-se um dos vinte primeiros municípios baianos a adotar política pública de guarda e preservação de acervos.


DEFESA DE DOUTORADO: O FEITIÇO DA CURA - HISTÓRIAS DO POVO DE SANTO, FEITICEIRAS E CURANDEIROS DA BAHIA - 1930-1960


Moleque escravo açoitado até a morte pelo crime de sodomia (1678)

Gravura de Debret, 1835
Publicado em 17 de julho de 2014
Por Luiz Mott.

O segundo registro de um crime homofóbico ocorrido no Brasil nos leva a Sergipe del Rey, no ano do Senhor de 1678. A vítima é um moleque escravo que foi açoitado até à morte por ter mantido relação sodomítica com um capitão do exército. Tal episódio encontra-se registrado no 14º Caderno do Nefando da Inquisição de Lisboa: Frei Inácio da Purificação, carmelita da Bahia, denuncia ao Santo Ofício uma série de delitos contra a Fé e bons costumes observados na Ouvidoria de Sergipe: “na Vila Nova do Rio São  Francisco,  vi um homem por nome Capitão Pedro Gomes, tão escandaloso em cometer o pecado nefando, que publicamente o comete com brancos e pretos, e na mesma fama está também incurso um sacerdote, Padre Diogo Pereira, morador na Cotinguiba,  a 5 léguas de Sergipe del Rey”.


1590 é a data oficial da conquista de Sergipe e fundação da cidade de São Cristóvão. Assim sendo, em 1678, quando da denúncia deste crime de morte contra um jovem escravo sodomita, a Ouvidoria de Sergipe, agregada à Capitania da Bahia, já contava com quase um século de colonização, tanto que nesse sumário inquisitorial, dos 19 denunciantes, 6 já eram sergipanos natos, 6 portugueses e os 7 restantes, naturais das capitanias limítrofes. Estima-se que nessa Comarca viviam então aproximadamente 17 mil habitantes, dos quais 1/4 constituído de brancos luso-brasileiros, conhecidos como “mazombos”, predominando contudo os negros crioulos e africanos, mulatos, mamelucos e índios aldeados. Sergipe contava então com quase uma vintena de engenhos de açúcar, sua principal fonte de renda.

ACESSE O TEXTO NA ÍNTEGRA: http://historiahoje.com/?p=2946 

FERREIROS DE SANTO DE SALVADOR: ARTE, RESISTÊNCIA E HISTÓRIA

(Foto: Lucas Marques) 

Matéria sobre a expulsão dos artesãos de ferro do local que ocupam há mais de um século, os Arcos da Ladeirada Conceição.
Estranhamente, o despejo foi decretado pelo IPHAN, em nome da preservação do patrimônio histórico da cidade:
"Deixamos aqui registrado os nossos primeiros questionamentos: para além da agravante problemática acerca do patrimônio material e das mudanças que essa desocupação vai gerar no planejamento financeiro dessas pessoas, qual será o impacto imaterial que a ruptura de uma tradição, feita a esses moldes, irá acarretar? Qual tipo de amparo, como se deu o diálogo e qual o suporte planejado entre SUCOM (Superintendência de Controle e Ordenamento do Solo), IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional ) e SECULT (Secretaria de Cultura do Estado da Bahia) na gestão desse conflito? Para onde vão Zé Diabo e todos os outros e qual a preocupação real do município e estado com uma atividade imprescindível para a manutenção dos cultos aos Orixás e Inquices das religiões de matrizes africanas na Bahia?

A ação põe ainda em risco a possibilidade de fragilização e até mesmo de extinção de um técnica e processo criativo centenária, que através da oralidade vem ensinando quem somos e para onde vamos. Embates que cada dia mais invadem nossas timelines nos fazendo conhecer e temer termos como gentrificação, aculturação e especulação. São essas as primeiras perguntas que fazemos e aguardamos respostas nessas 24 horas de um total de 72 que iremos cobrar e acompanhar. Que a prática-afetiva entre deuses, homens e coisas, não se separem. "
ACESSE MATÉRIA: 

IV Congreso Internacional Ciencias, Tecnologías y Culturas

 IV Congreso Internacional Ciencias, Tecnologías y Culturas, USACH, octubre, 2015.

Universidade do Chile

SIMPÓSIO: Trabalho forçado nas sociedades da América Latina (XVI-XIX).


CONVOCATÓRIA

O trabalho forçado na América Latina acompanhou a expansão europeia em diferentes cantos do “Novo Mundo”, onde espanhóis, portugueses, ingleses, holandeses e franceses buscaram estabelecer instituições e práticas de trabalho que permitiam aproveitar os recursos humanos e naturais do vasto continente. Desde o início da época colonial, os indígenas foram submetidos a numerosas formas de trabalho forçado, incluindo a escravidão, a encomienda, a mita e o repartimiento. Além disso, praticamente todas as áreas do continente chegaram a conhecer a escravidão negra e outras formas de trabalho coercitivo.
O processo gradual da abolição da escravatura não significou o fim do trabalho coercitivo na América Latina. Muitas formas de mão de obra forçada perduraram, outras surgiram durante a época republicana e contemporânea: recrutamento, trabalho carcerário, inquilinaje, pongueaje, entre outros regimes de trabalho que não se podem classificar como “livres”.
            O objetivo deste simpósio é examinar e comparar, com um enfoque continental, comparativo e interdisciplinar, as formas, condições e representações da escravidão e de outros tipos de trabalho involuntário (incluindo o supostamente livre) na América Latina, desde os primeiros tempos de colonização no século XVI até a atualidade. Entre as disciplinas que dialogarão com esta discussão estão: a história, a sociologia e a antropologia.
Os trabalhos apresentados abordarão diferentes aspectos da problemática tais como: o processo de transição entre diferentes tipos de mão de obra coercitiva; as representações sobre raça ou etnicidade, gênero etário e trabalho; as tensões e complementaridades em torno da implementação e persistência da escravidão e outras instituições de trabalho; e os debates sobre as formas características do trabalho forçado tanto do passado quanto da época contemporânea.
ACESSE:

PASQUALE DE CHIRICO - 1873-1943


Pasquale De Chirico foi um escultor, desenhista e professor italiano. Ele nasceu na histórica comuna de Venosa, no sul da Itália, em 24 de maio de 1873. Filho de Miguel Ângelo De Chirico e Donata Maria Rosina De Chirico. Descendente de uma família de artistas, Pasquale foi estudar escultura no Reale Istituto di Belle Arti di Napoli, onde foi aluno do mestre escultor Achille D’Orsi. Depois, completou seus estudos em Roma.
Aos 20 anos de idade, em 1893, Pasquale emigrou para São Paulo, onde abriu uma fundição, casou-se, morou por dez anos na Cidade e teve duas filhas. Mudou-se para Salvador, em 1903, quando Theodoro Sampaio o convidou para fazer as esculturas da Faculdade de Medicina da Bahia, que estava sendo reformada após um incêndio.
Pasquale montou seu atelier na Rua do Tijolo (atual rua 28 de Setembro, no Centro Histórico) e tornou-se o mais importantes escultor na Bahia, em sua época. Esse prolífico artista possui muitas obras espalhadas por Salvador. Várias de suas esculturas, em bronze, foram fundidas na Itália.

Lecionou escultura e desenho na Escola de Belas Artes da Bahia, de 1918 a 1942. Inicialmente como professor contratado, depois tornou-se o titular da cadeira de escultura. Posteriormente, a sala de escultura dessa Escola, que é parte da UFBA, recebeu seu nome.
Pasquale morou de aluguel por vários anos até construir sua casa própria no Rio Vermelho, com projeto de sua autoria, onde veio a falecer em 31 de março de 1943.

Entre suas mais importantes obras estão:
1903 - Esculturas da Faculdade de Medicina da Bahia, treze peças.
1916 - Trabalho artístico, em bronze e ferro fundido, do Relógio de São Pedro.
c. 1916 - Monumento ao Barão do Rio Branco. Nota: existem referências que indicam que esse Monumento foi inaugurado em 1919, mas uma antiga fotografia de São Pedro, mostra que ele existia antes do Relógio, inaugurado em 1916.
c. 1919 - esculturas das Guardiãs na fachada do Palácio Rio Branco.
1920 - Monumento a Jesus - o Salvador (Cristo da Barra).
1923 - Monumento à Castro Alves.
1923 - Herma do General Labatut, no Largo da Lapinha.
1924 - Monumento a Almeida Couto.
1924 - Conjunto em homenagem ao Barão de Macaúbas.
1932 - Monumento ao Conde dos Arcos.
1934 - Monumento ao Visconde de Cayru.
1935 - Busto de Ruy Barbosa, em Alagoinhas.
1936 - Busto do Irmão Joaquim do Livramento, na Igreja dos Órfãos de São Joaquim.
1937 - Monumento a D. Pedro II, no Jardim de Nazaré.
1937 - Medalhão a Eurycles de Mattos (encrustado em uma coluna de granito), Rio Vermelho (desaparecido).
1938 - Estátua de Góes Calmon, Academia de Letras da Bahia (antes estava nos Barris).
1942 - Busto de D. Pero Fernandes Sardinha, na Praça da Sé.
1943 - Monumento ao Padre Manoel da Nóbrega.
Escultura de Thomé de Souza, em gesso, e escultura do governador desnudo, ambas no Palácio Rio Branco (provavelmente por volta de 1919, ano da inauguração do Palácio).
Busto de Theodoro Sampaio no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia.
Monumento ao Cardeal De Lucca, em Venosa, Itália.
Escultura Remorso no pátio da Escola de Belas Artes da UFBA. 

Fonte: Arquivo Público do Estado da Bahia 
Seção Republicana / Secretaria de Segurança Pública 
Caixa: Nº 37/6479 
Pacote: 02 
Datas limites: 1917-1946 

Para saber mais: 

REGRESSANDO DE AJUDÁ


Ilustríssimo Excelentíssimo Senhor
Informando, como ordena Vossa Excelência, o requerimento de Antonio Francisco, Africano liberto, residente em Ajudá, o qual quer transportar-se para esta Cidade, com sua mulher e filhos, e uma escrava Nagô de nome Anna, pedindo para isso passaporte a Vossa Excelência, tendo a dizer que os passaportes são concedidos pela Autoridade do lugar, de onde saem os indivíduos, que os requerem, e si naquele Porto não há quem os conceda, pode o suplicante, como é prática, regressar com sua mulher e filhos com o mesmo passaporte, que daqui levou, menos essa escrava, de que fala, e que não pode trazer por legal proibição.
Deus Guarde a Vossa Excelência.
Secretário da Polícia da Bahia, 24 de novembro de 1847.
Ilustríssimo Excelentíssimo Senhor Presidente da Província
Manoel Pedro Moreira de Vasconcellos.

Delegado encarregado da Cidade. 

Fonte: Arquivo Público do Estado da Bahia 
Seção Colonial/Polícia - Maço: 3139-8

VII SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA CULTURAL


Entre os dias 10 e 14 de novembro de 2014 ocorrerá, na Universidade de São Paulo (USP), a sétima edição do Simpósio Nacional de História Cultural.
O Comitê Científico do GT Nacional de História Cultural [Profª. Drª. Rosangela Patriota Ramos (Coordenadora), Prof. Dr. Alcides Freire Ramos, Profª. Drª. Maria Izilda Santos Matos, Prof. Dr. Antonio Herculano Lopes, Profª. Drª. Mônica Pimenta Velloso e Profª. Drª. Nádia Maria Weber Santos], deseja dar continuidade ao trabalho desenvolvido nas edições anteriores, ou seja, divulgar pesquisas originais e, ao mesmo tempo, suscitar debates em torno de temas já consagrados no âmbito da História Cultural, sempre estimulando reflexões acerca de perspectivas teóricas e metodológicas, que dão base para os campos de interlocução do historiador cultural.

Se em encontros anteriores temas como Sensibilidades, Sociabilidades, Imagens, Linguagens, Representações, Paisagens e/ou as Escritas da História foram os eixos norteadores, nessa sétima edição, o Simpósio Nacional de História Cultural, por decisão do Comitê Científico do GT, se propõe a esquadrinhar, de maneira aprofundada, uma temática de grande interesse para os historiadores, a saber: HISTÓRIA CULTURAL: ESCRITAS, CIRCULAÇÃO, LEITURAS E RECEPÇÕES. 
ACESSE: http://gthistoriacultural.com.br/VIIsimposio/index.php 

Chamada de Trabalhos - 9ª Edição - Revista arshistorica


Prezados,

A revista Ars Historica realiza Chamada de Trabalhos para a sua 9ª Edição.
A temática deste número é LIVRE.
Pós-graduandos poderão submeter na seção "Artigos" e "Resenhas".
Aos Graduandos reservamos as "Notas de pesquisa", inauguramos tal seção com objetivo de integrar ainda mais a Pós-graduação e a Graduação. E valorizar trabalhos de qualidade que estão sendo realizados nos mais diferentes níveis de formação acadêmica.

As novas Normas de Publicação poderão ser acompanhadas em http://www.historia.ufrj.br/~ars/index.php/normas

Os trabalhos podem ser enviados até o dia 17 de Agosto de 2014, para o endereço revistaarshistorica@gmail.com

A previsão para lançamento da 9ª edição é Novembro/2014.

Ars Historica é uma publicação semestral discente do Programa de Pós
Graduação em História Social (PPGHIS) da Universidade Federal do Rio
de Janeiro (UFRJ).

Aguardamos sua colaboração e solicitamos apoio na divulgação.