Divining Slavery and Freedom: The Story of Domingos Sodré, an African Priest in Nineteenth-Century Brazil (New Approaches to the Americas)

Since its original publication in Portuguese in 2008, this first English translation of Divining Slavery has been extensively revised and updated, complete with new primary sources and a new bibliography. It tells the story of Domingos Sodré, an African-born priest who was enslaved in Bahia, Brazil in the nineteenth century. After obtaining his freedom, Sodré became a slave owner himself, and in 1862 was arrested on suspicion of receiving stolen goods from slaves in exchange for supposed 'witchcraft'. Using this incident as a catalyst, the book discusses African religion and its place in a slave society, analyzing its double role as a refuge for blacks as well as a bridge between classes and ethnic groups (such as whites who attended African rituals and sought help from African diviners and medicine men). Ultimately, Divining Slavery explores the fluidity and relativity of conditions such as slavery and freedom, African and local religions, personal and collective experience and identities in the lives of Africans in the Brazilian diaspora.

http://www.amazon.co.uk/Divining-Slavery-Freedom-Nineteenth-Century-Approaches/dp/1107079772/ref=sr_1_1?s=books&ie=UTF8&qid=1425205768&sr=1-1&keywords=brazil+slavery

PESQUISAS NA ÁREA DE HISTÓRIA


Chamo-me Eduardo Cavalcante e sou graduado em História pelo Instituto de Ciências Humanas e Filosofia (ICHF) da Universidade Federal Fluminense (UFF). Possuo sólida experiência profissional na área de pesquisa documental, tais como, coleta de dados, transcrição e análise de documentos para os séculos XVII, XVIII, XIX e XX. Desde 1999, atuo prestando serviços de maneira autônoma e sem vínculo empregatício para mestrados, doutorados, pós-doutorados e outros tipos de atividades históricas, coletando o maior número possível de informações que venha a embasar esses trabalhos e detenho experiência prática relativa à organização e ao arranjo dos acervos documentais dos principais arquivos do Rio de Janeiro. Compreendo bem o idioma espanhol e este é o meu e-mail para futuros contatos: cvlcnt@uol.com.br 
Para outros esclarecimentos é possível acessar o meu currículo através deste site: 

Forte do Barbalho poderá ser o principal centro de memória da ditadura em Salvador


Em reunião na qual foram discutidas as demandas da Comissão Estadual da Verdade (nesta sexta-feira, 6), o chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Bruno Dauster, sugeriu que o Forte do Barbalho, em Salvador, seja transformado no principal centro de memória da ditadura na cidade, por ter sido o maior local de tortura de presos políticos.

Dauster, que também foi preso político e sofreu torturas, discutiu e prometeu apoio à CEV em ações de execução imediata, a exemplo da melhoria nas instalações dos locais de pesquisas, contratação de pessoal técnico e ampliação do setor de comunicações, com novas formas de divulgação do trabalho que vem sendo feito pela entidade.

LOCAL SIMBÓLICO
Na opinião de Dauster, o Forte do Barbalho é o espaço mais representativo da memória da ditadura por ter sido grande centro de tortura. Outro local que está sendo transformado em espaço de memória é a Galeria F, ala dos presos políticos na Lemos Brito, em convênio da CEV e a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização. Mais dois centros são a casa de Carlos Marighella, na Baixa dos Sapateiros, e o Memorial aos Mártires, em homenagem a Carlos Lamarca e José Campos Barreto, assassinados em 1971 no povoado de Pintadas, no município de Ipupiara (BA). No Forte do Barbalho já existem uma placa representativa na entrada e foi preservada uma cela na qual presos eram torturados.

A CEV apurou as violações dos direitos humanos cometidas na Bahia de 1964 a 1985 e identificou 538 pessoas vítimas da repressão política no Estado. Dos 426 brasileiros mortos ou desaparecidos, 34 são baianos e, dentre esses, 10 tombaram na Guerrilha do Araguaia. Foram ouvidas 69 pessoas em Salvador e Feira de Santana, entre vítimas e parentes de vítimas da ditadura.

A Comissão Estadual da Verdade é formada pelo jornalista Carlos Navarro, que atualmente a coordena, professoras Amabília Almeida e Dulce Aquino, professor Joviniano Neto, jornalista Walter Pinheiro e os advogados Jackson Azevedo e Vera Leonelli.

Galeria que abrigou presos políticos será espaço de memória da ditadura

A Galeria F, situada no prédio circular com um total de 119 celas, encontra-se desativada

A Galeria F, ala dos presos políticos na Penitenciária Lemos Brito, será transformada em um espaço de memória da ditadura.

A decisão foi anunciada pelo titular da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia-Seap, Nestor Duarte Neto, nesta quarta-feira (4/2) após visita ao espaço no dia anterior, em companhia de dois integrantes da Comissão Estadual da Verdade, Carlos Navarro (coordenador) e Joviniano Neto, e do diretor da Penitenciária Lemos Brito, Everaldo Jesus de Carvalho.

O coordenador da Comissão Estadual da Verdade - Bahia, Carlos Navarro, explica que a transformação da Galeria F em espaço de memória é um antigo anseio dos presos políticos que por lá passaram, entre eles José Carlos Zanetti e Emiliano José que fizeram a sugestão à CEV.

A Galeria F, situada no prédio circular com um total de 119 celas, encontra-se desativada.
Por lá passaram 85 presos políticos, entre eles o jornalista e escritor Emiliano José, que ficou preso por quatro anos (1971-1974). Ele é autor de livros relatando o horror dos anos de chumbo naquela galeria.

A historiadora Cláudia Trindade, que desenvolve um trabalho de pesquisa no Centro de Documentação da Penitenciária, já localizou diversos prontuários de presos políticos até hoje não registrados pela CEV e outras entidades.

O diretor da PLB, Everaldo Jesus de Carvalho, disse que o projeto prevê também transformar o espaço em um Centro Dinâmico de Cultura Prisional, com escolas profissionalizantes e outras atividades.

ACESSE A FONTE: 

Arquivo Público do Estado da Bahia: 125 anos


No dia 16 de janeiro, o Arquivo Público do Estado da Bahia celebrou 125 anos de existência. Nesta trajetória, momentos importantes merecem destaque, como o gradativo crescimento, resultado da intensificação do recolhimento e da aquisição de acervos públicos e privados. O Arquivo sempre manteve o caráter singular de repositório dos documentos acumulados pelas atividades desenvolvidas pelo Estado. Mas, teve o sentido de sua missão reelaborado para dialogar com as mudanças do presente. De órgão exclusivamente administrativo enquanto “depósito da história” e mais tarde, difusor cultural e instrumento de democratização do Estado, o Arquivo vem sendo reconfigurado para as novas demandas do século XXI, fortalecido como um espaço legítimo de cidadania.

A ideia de modernizar a instituição remonta ao final da década de 1970. Com este propósito, o Governo do Estado da Bahia transferiu a sede da Rua Carlos Gomes para o Solar da Quinta do Tanque, na Baixa de Quintas, em 1980, possibilitando a instalação dos laboratórios de restauração e microfilmagem. O restauro do forro, assoalho e telhado do Solar, e a requalificação dos sistemas elétrico, lógico e telefônico, realizados entre 2013 e 2015, evidencia a retomada do processo de modernização com vistas à institucionalização da digitalização para fins de acesso e preservação.

Investimentos, também, foram direcionados ao tratamento técnico do acervo custodiado, notadamente de descrição multinível, restauro e digitalização. O objetivo se concentrou no interesse de qualificar o Arquivo Público do Estado como polo difusor de informações para apoiar as decisões governamentais de caráter político-administrativo, subsidiar o cidadão na defesa de seus direitos e incentivar a produção acadêmico-científica e cultural.
Os conjuntos documentais “Tribunal da Relação do Estado do Brasil e da Bahia: 1652-1822”; “Registros de Entrada de Passageiros no Porto de Salvador: 1855 a 1964” e “Cartas Régias 1648-1821” confirmam o valor excepcional do acervo do APEB ao serem nominados “Memória do Mundo” pelo Comitê Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo da UNESCO, em 2008, 2010 e 2013 respectivamente.

Deve-se ressaltar ainda o empenho para disciplinar a gestão documental e o acesso à informação pública, com a oficialização da primeira Tabela de Temporalidade de Documentos da Administração Pública do Poder Executivo – Atividades Meio (2010), e do Plano de Classificação de Documentos.

A despeito de todas as realizações, o Arquivo Público deverá transpor inúmeros desafios: a expansão de bases de dados; o amplo acesso à informação integrando-o às redes virtuais; o restauro e a digitalização em larga escala; o tratamento arquivístico de documentos em formato digital; a orientação técnica a órgãos do Poder Executivo, às Prefeituras e Câmaras Municipais; além da oferta renovada de serviços educativos e culturais, com a finalidade de assegurar a aproximação com as instituições educacionais e o público em geral.

Um passo importante que contribuirá para superar parte dos desafios apontados se concretizou em dezembro de 2014, com a institucionalização no âmbito da Secretaria de Cultura, do Colegiado de Arquivos e Memória, representado pela sociedade civil e pelo poder público, com a finalidade de fortalecer o segmento.

Atento às demandas dos cidadãos e da administração pública, o Arquivo Público do Estado da Bahia, merece justas homenagens pela passagem dos 125 anos. O Arquivo Público reafirma o compromisso de aperfeiçoar e ampliar o acesso e a salvaguarda da memória da Bahia e do Brasil em benefício das gerações atuais e futuras.


Maria Teresa Navarro de Britto Matos

PALESTRA COM O PROFESSOR JOÃO JOSÉ REIS - REVOLTA DOS MALÊS, 180 ANOS

O Centro de Memória da Bahia, unidade da Fundação Pedro Calmon, convida a todo(a)s para a palestra acerca da Revolta dos Malês, que será ministrada pelo professor Dr. João José Reis, em 04 de fevereiro, às 17 horas, na sala Kátia Mattoso - Biblioteca Pública do Estado da Bahia.

Arquivo Público do Estado da Bahia comemora 125 anos


Nesta sexta-feira (16/01/2015), o Arquivo Público do Estado da Bahia, localizado na Baixa de Quintas, em Salvador, completou 125 anos, consolidando-se enquanto segunda mais importante instituição arquivística pública do país. Em seu extenso e rico patrimônio estão custodiados documentos produzidos e acumulados no período colonial, monárquico e republicano brasileiro, que são diariamente consultados por pesquisadores de todo Brasil e de outros países. Um acervo organizado e estruturado desde 1890, quando o então governador do Estado da Bahia, Manoel Victorino Pereira, por meio de Ato, criou o Arquivo Público. Recentemente, após extensa reforma, o Arquivo teve seu telhado, forro e assoalho reestruturados, esta que foi a primeira intervenção feita no prédio desde 1980 quando se instalou no atual endereço.

O Solar da Quinta do Tanque ganhou novo telhado em toda extensão do seu pavimento superior, onde funcionam a Biblioteca, a Sala de Consulta e o Auditório, o que garantirá melhor preservação dos documentos e estrutura para realização de ações de formação, como seminários, palestras. Antes da reforma, goteiras, falhas no assoalho e no sistema elétrico prejudicavam o acesso de pesquisadores, o que foi solucionado com a um processo de requalificação que garantirá uma melhor utilização de equipamentos de microfilmagem e impressão, por exemplo. Foram investidos 2,6 milhões nesta etapa. As próximas contemplarão a rede hidráulica, pintura, reforma de janelas, banheiros e paredes, dentre outras ações, cujos projetos, já aprovados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), após ajustes, passarão por licitação para sua execução.

Recém liberado para normalizar o atendimento ao público, após meses em reforma, Daniele Souza, estudante de doutorado e professora do Instituto Federal da Bahia (Ifba), não perdeu tempo e já retomou a pesquisa. “Como pesquiso Salvador do século 18 e as nuances do trafico de escravos, o processo de conquista de liberdade e as estratégias de sobrevivência e de luta contra a escravidão, acredito conseguir aqui 77% das informações para a elaboração da minha dissertação de mestrado e doutorado”, afirmou.

O pesquisador Urano Andrade acredita que o Arquivo Público tem um papel central, não apenas para a comunidade acadêmica, mas para toda a sociedade. “Ele é de fundamental importância, tanto para a História da Bahia como do Brasil, pois tem o maior acervo colonial e documentos de diversas ordens. A instituição é local de referência para qualquer pesquisador”, enfatizou Andrade. O Arquivo recebe, mensalmente, cerca de 500 pesquisadores, que utilizam de serviços como os da Sala de Consulta de Manuscritos e Impressos e a sala de Consulta de Microfilmes, que foram reformadas. Para o advogado Luiz Walter Coelho Filho, que frequenta a instituição há 15 anos, o Arquivo é um espaço indispensável para o trabalho do pesquisador. “Aqui se tem uma base de dados muito importante e uma organização, com pessoas comprometidas que atendem muito bem o público. Fico feliz com a reforma do telhado e das instalações, e parabenizo as pessoas que fizeram essa instituição no passado e também as que trabalham no presente”, elogiou.

Patrimônio - No Solar da Quinta do Tanque estão custodiados importantes documentos como as Cartas Régias – 1648 a 1821 que, reunidas em 122 volumes, perfazem um quantitativo de 68.894 páginas, inscritas no Registro Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo da Unesco (MOWBrasil), em 2013. Com isso, a coleção passou a ser reconhecida como patrimônio documental de grande relevância para a memória regional, nacional e internacional. Um patrimônio que engloba documentos textuais, manuscritos, além de documentos iconográficos e cartográficos, ou seja, um acervo único que remonta do período colonial, monárquico e republicano brasileiro.

ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA - ATIVIDADES NORMALIZADAS

Atenção, amantes dos maços do tempo! o Arquivo Público do Estado da Bahia já está de volta aos seus corações, olhos e pulmões, na mesma casa de Quintas em que o Padre Vieira passou boa parte dos seus últimos anos.
Após a finalização das obras de restauro do telhado, forro e assoalho, o público já pode voltar a usufruir dos serviços do órgão. As intervenções qualificaram o acesso e uso de partes importantes como a Sala de Consulta de Manuscritos e Impressos e a sala de Consulta de Microfilmes.

Mais informações em: http://goo.gl/6WVXdE

De cativos a baleeiros: uma amizade indissolúvel entre dois africanos no outro lado do Atlântico (Itaparica, 1816-1886) Wellington Castellucci Junior

Cidade de Itaparica, 1884. Fonte: Coleção Gilberto Ferrez, 007, Marc Ferrez/Instituto Moreira Salles.
Este artigo aborda a trajetória de dois africanos baleeiros que viveram na Ilha de Itaparica no período oitocentista. Com base em fontes inéditas, o texto revela a chegada desses dois indivíduos à maior ilha da baía de Todos os Santos, o período de cativeiro, a conquista da liberdade e a vida de ambos como libertos. Empreendedores da baleação, esses dois africanos nagôs tornaram-se figuras proeminentes de Itaparica, sendo responsáveis pela libertação de outros cativos e pela melhoria das condições de vida de pessoas que viveram no seu círculo de amizade e de negócios.
Palavras-chave: baleação; africanidade; liberdade; religiosidade.


MESTRADO PROFISSIONAL EM HISTÓRIA

O mestrado profissional em história, que começa a ganhar espaço no Brasil, não deve ser visto como primo pobre da pós-graduação acadêmica. De volta à CH On-line, a historiadora Keila Grinberg defende que ele poderá ser um novo polo de inovação da produção em história no país.


Queria celebrar meu retorno a este espaço, depois de uma licença bem mais longa do que gostaria, com uma boa-nova, que, apesar de boa, já não é mais tão nova assim: o início, em agosto passado, das atividades do ProfHistoria – o mestrado profissional em ensino de história, ministrado em rede nacional e liderado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mesmo requentada, a comemoração vale a pena. Há dois anos e meio, em uma coluna que deu o que falar, escrevi que, dos 63 cursos de mestrado e doutorado então existentes no Brasil na área de história, havia apenas dois mestrados profissionais, nenhum dos quais dedicado à reflexão sobre o ensino da disciplina. Hoje a situação é outra – e surpreendente. Existem 69 cursos de mestrado e doutorado, dos quais nove, já incluindo o ProfHistoria, são mestrados profissionais. 
ACESSE NA ÍNTEGRA: 

LANÇAMENTO: MULHERES LIVRES

Dia: 28/11/2014
Local: Biblioteca Central dos Barris, Rua Gal Labatut, 27.
Auditório Kátia Mattoso.

Horário: 20h

WORKSHOP FOTOGRAFIA NOTURNA


REVISTA DE FONTES UNIFESP


A Revista de fontes é um periódico semestral que tem como missão ampliar o acesso e a divulgação de fontes documentais por meio da transcrição de documentos, da tradução de fontes para o português e da publicação de instrumentos de pesquisa, que desse modo ficarão disponíveis para todo o meio acadêmico, num suporte digital. A Revista de fontes também terá como missão a publicação de textos autorais sobre tipos ou conjuntos documentais, proporcionando assim subsídios metodológicos para a exploração dessas fontes.
A transcrição e/ou tradução de documentação manuscrita ou mesmo impressa, paleográfica ou epigráfica, de todos os períodos históricos, ganha nessa troca de suporte um público amplo que poderá não só consultar esses textos, mas também fazer buscas por palavras ou expressões a partir das versões disponibilizadas on-line. A transcrição, assim como a imagem numerizada, ou ainda a tradução nunca substituem completamente o material original. Mas o uso de normas estritas de transcrição permite com que os documentos publicados na Revista de fontes realmente sirvam como instrumento de trabalho para historiadores e outros especialistas das ciências humanas e sociais.
A publicação de instrumentos de pesquisa inéditos visa divulgar, através de descrição sumária ou analítica, a composição de acervos, fundos, conjuntos, séries ou coleções documentais. Esses instrumentos,sejam guias, catálogos, inventários ou índices, publicados na Revista de fontes, permitirão que o historiador e o pesquisador de outras áreas das ciências humanas e sociais identifiquem e localizem os mais diversos tipos de documentos.
Uma sessão com notícias breves sobre publicações impressas ou on-line de fontes, assim como sobre instrumentos de pesquisa ou textos metodológicos sobre análise documental também fará parte da revista.
A Revista de fontes é uma iniciativa do Departamento de História da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Paulo (EFLCH-Unifesp).


A HISTÓRIA DA CAÇA DE BALEIAS NO BRASIL


A Bahia é a região de maior importância para a história, e o livro. Eu diria que pelo menos a quarta parte do livro tem que ver com a Bahia.
A história da caça de baleias se divide em duas épocas, a pré-moderna (com barcos a vela e arpões manuais) e a moderna (com navios a vapor e a diesel e canhões-arpões).
Ambos períodos começaram na Bahia:

Periodo pré-moderno:

** 1602: A corte portuguesa concedeu um alvará (licença) a dois baleeiros de Bilbao na Biscaia, (Pedro de Urecha & Julián Miguel), para caçar baleias no Recôncavo da Bahia durante dez anos.

** 1614: A primeira armação (lugar na terra para processar baleias) foi montada na Bahia por empresários brasileiros, depois da corte portuguesa declarar a baleia o ‘peixe real’—ou seja, um monopólio da corte portuguesa que durou dois séculos. Os donos (colonos brasileiros) pagaram arrendamento à corte.

** Somente depois da Bahia que começaram a construir armações no Rio de Janeiro (a partir da década de 1620), São Paulo (década de 1730), e Santa Catarina (década de 1750).

** A caça de baleias com técnicas tradicionais durou mais tempo na Bahia que em qualquer outro lugar no Brasil—durou até a decada de 1920 em Caravelas no sul da Bahia.
Período moderno:

** 1911: A companhia de Duder and Brother (Salvador) começou a caçar baleias desde a Ilha de Itaparica no Recôncavo com navios baleeiros importados da Noruega. Foi a primeira companhia no Brasil a fazer isso.

PRA LÁ DA ESCRAVA ISAURA



O GUARANY, 31 DE MARÇO DE 1885 – P. 2

Realizou-se anteontem, conforme estava anunciado, o benefício espontaneamente promovido, em momento de feliz inspiração, pelo nosso concidadão o Sr. Capitão Augusto Moreira Sampaio, em favor da escrava Honorina, menor de 15 anos, quase branca, e pertencente ao Sr. Manuel Tertuliano de Almeida. 

O CONSTITUCIONAL, 29 DE NOVEMBRO DE 1851 – P. 4

“Informamos agora pelo Sr. Arianni a respeito do fato da exposição de uma escrava branca em leilão na quarta feira, de que demos notícia no nosso Jornal, declaramos que dela não se fez leilão, e que por conseguinte não houve o lance de 920$ réis, mas que foi esse pouco mais ou menos o valor em que a tinha seu senhor – declaramos também que não houve na subscrição para a liberdade da mesma escrava, assinatura alguma de 50$000 réis, e que a maior foi de 20$000 réis.”
“Ela acha-se alugada a servir em uma casa boa, e espera-se a sua liberdade para a qual já há 523$000 réis. Conta-nos que o senhor consente em forrá-la por 600$ réis.”  

AUDIÊNCIA PÚBLICA - COMUNIDADES TRADICIONAIS E QUILOMBOLAS


No dia 31 de outubro de 2014 das 09 às 13 horas no Auditório da Reitoria da UFBA, será promovido uma Audiência Pública sobre Povos e Comunidades Tradicionais, que visa articular o debate, ações políticas e contribuições para um outro modelo de desenvolvimento que inclua as distintas visões de mundo e práticas sociais dos povos e comunidades tradicionais do Brasil.

DOCUMENTOS HISTÓRICOS EM RISCO


Rio de Janeiro (RJ) – Obras raras da Biblioteca Nacional na Zona Portuária são destruídas por mofo e até ratos


Anexo da fundação armazena coleções como a M-18, com 4 mil livros do século XVIII. Doado em 1910, material não foi catalogado.
Longe dos olhos do público, documentos e livros raros estão se deteriorando pela ação de traças, mofo e até ratos num prédio na Região Portuária em que a Fundação Biblioteca Nacional guarda parte de seu acervo. Um dos casos mais graves é o da coleção M-18, que reúne quatro mil livros do século XVIII. O material, doado à biblioteca em 1910, até hoje não foi catalogado. A coleção está armazenada em estantes, num dos depósitos de periódicos, no terceiro andar, por falta de espaço no Departamento de Obras Raras. Alguns livros apresentam mofo e traças, que já consumiram várias páginas. Em outras publicações, não é mais possível ler o texto, devido a manchas amareladas nas folhas, por problemas na conservação.
A coleção M-18, que reúne quatro mil livros do século XVIII e que, apesar de ter sido doada à Biblioteca Nacional em 1910, até hoje não está disponível para consulta pelo público – Alessandro Lo-Bianco / O Globo

Num relatório de 1917, a direção da biblioteca já manifestava preocupação com a coleção M-18 e ressaltava que a falta de pessoal, a Primeira Guerra Mundial, as mudanças políticas e a escassez de recursos impediam o tratamento do acervo. Perguntada sobre o estado de conservação do material, a Biblioteca Nacional informou que aguarda a contratação de 40 concursados para acelerar o processo de tratamento das obras e disponibilizá-las ao público.
Segundo a diretoria da Associação de Servidores da Biblioteca Nacional, o prédio anexo tem sido utilizado como depósito de obras e materiais há mais de uma década, apesar de o ambiente ser inadequado para o armazenamento, e os danos sofridos pelo acervo são irreversíveis. “As condições do anexo são as piores entre os locais de armazenamento de acervo da Biblioteca Nacional”, afirmou, por meio de nota. A entidade também disse que, na sede da Avenida Rio Branco, o acervo é guardado em condições inadequadas, pois o sistema de ar-condicionado funciona de forma precária.
Para pesquisador, situação “é uma vergonha”
De acordo com o arquiteto e historiador Nireu Cavalcanti, é inadmissível que o acervo M-18 ainda não esteja disponível para consultas, pois a biblioteca o recebeu há mais de cem anos:
— O que acontece nos depósitos da biblioteca é um escárnio com a cultura. É uma vergonha. Esses arquivos estão sobrevivendo hoje do carinho de funcionários que estão para se aposentar. Quando eles saírem, vai virar uma bagunça ainda maior. Isso representa o descaso de um país que vê o investimento cultural como algo supérfluo a serviço de uma elite.
Outro material que corre o risco de se perder é o acervo do historiador Marcello de Ipanema, guardado em caixas de papelão, no segundo andar do prédio anexo. Ainda segundo a nota da diretoria da Associação de Servidores da Biblioteca Nacional, o material foi doado pela família do historiador em 2005 e parte dele se encontra em “estado de decomposição”:
— O acervo nunca recebeu tratamento técnico adequado, acumulando poeira, fuligem e sofrendo ataques de insetos e roedores.
Marcello de Ipanema foi por muitos anos membro de um conselho estadual responsável pelo tombamento de bens históricos e culturais, e fez estudos sobre a história da imprensa no Estado do Rio. Segundo pesquisadores, o material mostra como eram catalogados e mapeados bens patrimoniais, culturais e naturais da cidade. Em meio às caixas, há páginas soltas e corroídas da obra “Francisco Manoel da Silva e seu tempo”, do musicólogo e professor Ayres de Andrade Júnior, morto na década de 70. A publicação, que nunca foi reeditada, conta a história musical do Rio entre 1808 e 1865.
A Biblioteca Nacional nega que o acervo de Marcello de Ipanema esteja em estado de deterioração, mas admite que ainda não foi tratado e que estaria sendo encaminhado para ser processado e disponibilizado ao público. Por meio de nota, a instituição informou ser impossível, diante do quadro insuficiente de funcionários, processar todo o acervo. A biblioteca recebe, mensalmente, mais de 25 mil publicações. Segundo a instituição, será feita uma reforma no prédio da Região Portuária, que ampliará em 12 mil metros quadrados a área útil atual, de 15 mil metros quadrados, permitindo a melhora na conservação e na organização.
Também guardado no prédio anexo, o “Saltério de Genebra” tem bolor e páginas rasgadas. A obra é uma compilação de 150 salmos de Davi, metrificados e musicados com notação característica do século XVI. O historiador espanhol especializado em documentos religiosos Magno Rayol, que fazia pesquisas na biblioteca, ressalta a importância da obra:
— Trata-se de uma raridade. Procurei esse material em bibliotecas de outras partes do mundo e soube que estaria aqui. Ele foi entregue à biblioteca há mais de uma década e é único. Se ele se estragar de vez, perderemos uma parte importante do passado.
No depósito cinco, há ainda inúmeros manuscritos de compositores doados à Divisão de Música em péssimo estado, obras em latim e pergaminhos com anotações carimbadas pelo Vaticano dos séculos XIV e XV. A “Ícaro y Dédalo”, do compositor da corte espanhola Juan Hidalgo, está praticamente despedaçada. Próximo dali, amontoada em caixas, há uma peça instrumental de Vivaldi, mofada e corroída, separada em fascículos.
Biblioteca tem 16 técnicos em restauração
No depósito seis, há partituras, periódicos nacionais e estrangeiros, além de edições de manuscritos de grandes mestres da música popular e erudita brasileira, como Ernesto Nazareth e Pixinguinha, doados pela família deste último.
Segundo a Biblioteca Nacional, as áreas de curadoria do acervo estabelecem os critérios de prioridade para restauração e identificam as obras em mau estado de conservação. “Atualmente a biblioteca está com 16 técnicos em restauração para atender à demanda de um acervo estimado em dez milhões de peças”. A biblioteca também informou que este ano adquiriu uma máquina empacotadora a vácuo e que o aparelho embala até mil peças por dia. “Com o uso dessa tecnologia, ganharemos espaço e arrumaremos melhor o acervo sob a nossa guarda”, informou.
Por nota, o Ministério da Cultura informou que fez investimentos nas áreas de preservação e acervo da Biblioteca Nacional que somaram R$ 2,6 milhões em 2012 e R$ 2,5 milhões em 2013. Em 2014, devido aos cortes no orçamento federal, o investimento liberado para a área foi de R$ 1,3 milhão. O órgão afirmou que o o repasse total de recursos para a biblioteca entre 2012 e 2014 foi de R$ 35 milhões.

FONTE: O GLOBO




CAÇADORES DE HISTÓRIA

FONTES PARA A HISTÓRIA DOS AFRICANOS EM PERNAMBUCO IMPERIAL


EMENTA:


A produção historiográfica sobre as experiências africanas na diáspora vem se avolumando desde a década de 1980. No Brasil, em particular, a pesquisa empírica em variadas fontes – algumas inéditas – como os testamentos e inventários post-mortem, possibilitaram aproximarmo-nos das expectativas e perspectivas dos africanos. Mais do que informações sobre a vida material de libertos, testamentos e inventários são pertinentes documentos acerca das relações sociais, medos, anseios, laços familiares e afetivos, graus de parentescos entre livres, forros e cativos. Por outro lado, a documentação eclesiástica, que possui uma forte tradição em estudos de demografia e família na Europa vem sendo constantemente utilizada pelos historiadores sociais no Brasil. Através dos registros paroquiais é possível remontarmos também as redes de compadrio de cativos, forros e livres, além de ser uma ótima ferramenta para perscrutarmos as nações e identidades transétnicas que foram sendo reinventadas nas Américas. Vale ressaltar que os estudos sobre os africanos no Brasil são intensos na região Sudeste e no estado da Bahia. Embora Pernambuco tenha sido a terceira capital do Império a receber grande número de pessoas da África para serem escravizadas, as pesquisas ainda são tímidas no tocante as experiências desses indivíduos na região. Este curso pretende, portanto, discutir como estas e outras fontes podem ser utilizadas na reconstrução da história dos africanos na capital pernambucana na segunda metade do Império.

III Simposio Internacional de Estudios Inquisitoriales: nuevas fronteras


Apresentação

Este Simpósio se propõe empreender um renovado caminho de interpretação do fenômeno inquisitorial. A intenção é ampliar os espaços geográficos da investigação sobre a Inquisição; desenhar novas fronteiras e definir as diretrizes do diálogo entre centro e periferia e, ao mesmo tempo, entre periferia e os centros que elaboraram e criaram o discurso inquisitorial. O desafio é desenvolver uma análise global de uma instituição que influenciou enormemente a vida das sociedades onde se implantou, mas que também se viu afetada por muitos elementos das realidades dentro das quais se foi difundindo, obrigada a negociações múltiplas, seja nos espaços peninsulares, seja nas regiões extra europeias.
Madri, Roma e Lisboa foram centros diretores de uma instituição com uma anterioridade (tardo-medieval), mas onde as novas fronteiras religiosas, geográficas, políticas e culturais do século XV em diante impuseram desafios que conduziram à sua reinvenção constante. A expansão da Inquisição a partir de 1478 não é meramente geográfica e de controle do território, mas também de ampliação jurisdicional. A multiplicação das sedes dos tribunais por três continentes, que incrementou o número de centros inquisitoriais, é concomitante com uma ampliação da vigilância do Santo Ofício sobre os horizontes comportamentais das sociedades.


Este Simpósio será um território aberto para uma investigação historiográfica capaz de assumir o desafio de abrir novas fronteiras na forma de estudar e de interpretar a Inquisição. A fonte inquisitorial será assim utilizada como subsídio para penetrar sociedades e tempos. O novo desafio é conseguir compreender a (re)invenção das sociedades através do fenômeno inquisitorial, desde como se assume e percebe um assunto tão estritamente ibérico como o da limpeza de sangue até como se concebe o papel evangelizador das sociedades católicas dentro e fora do mundo cristão. Trata-se de examinar como a criação de novos centros inquisitoriais reconfigura e reformula a periferia dos comportamentos humanos em sua reprodução social.

ENCRUZILHADAS DA LIBERDADE



UM ESTUDO SOBRE A VIDA DOS ESCRAVOS APÓS A ABOLIÇÃO NO BRASIL

Saber qual o destino dos ex-escravos, o que fizeram e o que pensavam sobre a liberdade após o fim da escravidão é o grande desafio deste livro. Cruzando vários tipos de fontes históricas, o autor reconstrói as histórias de vida de ex-escravos que moravam em grandes fazendas açucareiras do Recôncavo Baiano. A intenção é perceber como as experiências da escravidão foram refletidas no cotidiano dos ex-escravos após a abolição, norteando culturas, escolhas e projetos de liberdade.
• Livro de referência para a área de História.
• A primeira edição, da Editora Unicamp, estava esgotada desde 2006 e sempre foi muito procurada.
• Recebeu o Prêmio Clarence H. Haring (2006-2011) de melhor livro historiográfico da América.
• Walter Fraga é professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Recebeu o Prêmio Jabuti 2010 de melhor livro paradidático, com Uma história da cultura afro-brasileira.      
ACESSE: http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/8107633?PAC_ID=126174 




Palestra: Dr. Durval Muniz de Albuquerque Júnior


Prezado(a)s

A Fundação Pedro Calmon, através do Centro de Memória da Bahia, convida para a palestra “A Feira dos Mitos: a fabricação do folclore e da cultura popular nordestinos”, que será proferida pelo professor Dr. Durval Muniz de Albuquerque Júnior (UFRN) e debatida pela professora Drª Lígia Bellini (UFBA) em 01 de outubro de 2014, às 18 horas, na sala Katia Mattoso – auditório da Biblioteca Pública do Estado da Bahia.
Durval Muniz de Albuquerque Júnior é doutor em História Social pela Unicamp, com pós-doutorado pela Universidade de Barcelona. Autor de diversos livros, dentre eles, A Invenção do Nordeste, História: a arte de inventar o passado, O Morto Vestido para um Ato Inaugural: procedimentos e práticas dos estudos de folclore e de cultura popular, A Feira dos Mitos: a fabricação do folclore e da cultura popular (Nordeste, 1920-1950). Atualmente atua como professor titular na Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
 Ligia Bellini é doutora em História pela Universidade de Essex, Reino Unido, com pós-doutorado pela Universidade de Londres. Autora de A coisa obscura: mulher, sodomia e Inquisição no Brasil colonial, e co-organizadora de Formas de crer: ensaios de história religiosa do mundo luso-afro-brasileiro, séculos XIV-XXI e Tecendo histórias: espaço, política e identidade. Atualmente é professora da Universidade Federal da Bahia.

Atenciosamente,
Centro de Memória da Bahia
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