De cativos a baleeiros: uma amizade indissolúvel entre dois africanos no outro lado do Atlântico (Itaparica, 1816-1886) Wellington Castellucci Junior

Cidade de Itaparica, 1884. Fonte: Coleção Gilberto Ferrez, 007, Marc Ferrez/Instituto Moreira Salles.
Este artigo aborda a trajetória de dois africanos baleeiros que viveram na Ilha de Itaparica no período oitocentista. Com base em fontes inéditas, o texto revela a chegada desses dois indivíduos à maior ilha da baía de Todos os Santos, o período de cativeiro, a conquista da liberdade e a vida de ambos como libertos. Empreendedores da baleação, esses dois africanos nagôs tornaram-se figuras proeminentes de Itaparica, sendo responsáveis pela libertação de outros cativos e pela melhoria das condições de vida de pessoas que viveram no seu círculo de amizade e de negócios.
Palavras-chave: baleação; africanidade; liberdade; religiosidade.


MESTRADO PROFISSIONAL EM HISTÓRIA

O mestrado profissional em história, que começa a ganhar espaço no Brasil, não deve ser visto como primo pobre da pós-graduação acadêmica. De volta à CH On-line, a historiadora Keila Grinberg defende que ele poderá ser um novo polo de inovação da produção em história no país.


Queria celebrar meu retorno a este espaço, depois de uma licença bem mais longa do que gostaria, com uma boa-nova, que, apesar de boa, já não é mais tão nova assim: o início, em agosto passado, das atividades do ProfHistoria – o mestrado profissional em ensino de história, ministrado em rede nacional e liderado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mesmo requentada, a comemoração vale a pena. Há dois anos e meio, em uma coluna que deu o que falar, escrevi que, dos 63 cursos de mestrado e doutorado então existentes no Brasil na área de história, havia apenas dois mestrados profissionais, nenhum dos quais dedicado à reflexão sobre o ensino da disciplina. Hoje a situação é outra – e surpreendente. Existem 69 cursos de mestrado e doutorado, dos quais nove, já incluindo o ProfHistoria, são mestrados profissionais. 
ACESSE NA ÍNTEGRA: 

LANÇAMENTO: MULHERES LIVRES

Dia: 28/11/2014
Local: Biblioteca Central dos Barris, Rua Gal Labatut, 27.
Auditório Kátia Mattoso.

Horário: 20h

WORKSHOP FOTOGRAFIA NOTURNA


REVISTA DE FONTES UNIFESP


A Revista de fontes é um periódico semestral que tem como missão ampliar o acesso e a divulgação de fontes documentais por meio da transcrição de documentos, da tradução de fontes para o português e da publicação de instrumentos de pesquisa, que desse modo ficarão disponíveis para todo o meio acadêmico, num suporte digital. A Revista de fontes também terá como missão a publicação de textos autorais sobre tipos ou conjuntos documentais, proporcionando assim subsídios metodológicos para a exploração dessas fontes.
A transcrição e/ou tradução de documentação manuscrita ou mesmo impressa, paleográfica ou epigráfica, de todos os períodos históricos, ganha nessa troca de suporte um público amplo que poderá não só consultar esses textos, mas também fazer buscas por palavras ou expressões a partir das versões disponibilizadas on-line. A transcrição, assim como a imagem numerizada, ou ainda a tradução nunca substituem completamente o material original. Mas o uso de normas estritas de transcrição permite com que os documentos publicados na Revista de fontes realmente sirvam como instrumento de trabalho para historiadores e outros especialistas das ciências humanas e sociais.
A publicação de instrumentos de pesquisa inéditos visa divulgar, através de descrição sumária ou analítica, a composição de acervos, fundos, conjuntos, séries ou coleções documentais. Esses instrumentos,sejam guias, catálogos, inventários ou índices, publicados na Revista de fontes, permitirão que o historiador e o pesquisador de outras áreas das ciências humanas e sociais identifiquem e localizem os mais diversos tipos de documentos.
Uma sessão com notícias breves sobre publicações impressas ou on-line de fontes, assim como sobre instrumentos de pesquisa ou textos metodológicos sobre análise documental também fará parte da revista.
A Revista de fontes é uma iniciativa do Departamento de História da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Paulo (EFLCH-Unifesp).


A HISTÓRIA DA CAÇA DE BALEIAS NO BRASIL


A Bahia é a região de maior importância para a história, e o livro. Eu diria que pelo menos a quarta parte do livro tem que ver com a Bahia.
A história da caça de baleias se divide em duas épocas, a pré-moderna (com barcos a vela e arpões manuais) e a moderna (com navios a vapor e a diesel e canhões-arpões).
Ambos períodos começaram na Bahia:

Periodo pré-moderno:

** 1602: A corte portuguesa concedeu um alvará (licença) a dois baleeiros de Bilbao na Biscaia, (Pedro de Urecha & Julián Miguel), para caçar baleias no Recôncavo da Bahia durante dez anos.

** 1614: A primeira armação (lugar na terra para processar baleias) foi montada na Bahia por empresários brasileiros, depois da corte portuguesa declarar a baleia o ‘peixe real’—ou seja, um monopólio da corte portuguesa que durou dois séculos. Os donos (colonos brasileiros) pagaram arrendamento à corte.

** Somente depois da Bahia que começaram a construir armações no Rio de Janeiro (a partir da década de 1620), São Paulo (década de 1730), e Santa Catarina (década de 1750).

** A caça de baleias com técnicas tradicionais durou mais tempo na Bahia que em qualquer outro lugar no Brasil—durou até a decada de 1920 em Caravelas no sul da Bahia.
Período moderno:

** 1911: A companhia de Duder and Brother (Salvador) começou a caçar baleias desde a Ilha de Itaparica no Recôncavo com navios baleeiros importados da Noruega. Foi a primeira companhia no Brasil a fazer isso.

PRA LÁ DA ESCRAVA ISAURA



O GUARANY, 31 DE MARÇO DE 1885 – P. 2

Realizou-se anteontem, conforme estava anunciado, o benefício espontaneamente promovido, em momento de feliz inspiração, pelo nosso concidadão o Sr. Capitão Augusto Moreira Sampaio, em favor da escrava Honorina, menor de 15 anos, quase branca, e pertencente ao Sr. Manuel Tertuliano de Almeida. 

O CONSTITUCIONAL, 29 DE NOVEMBRO DE 1851 – P. 4

“Informamos agora pelo Sr. Arianni a respeito do fato da exposição de uma escrava branca em leilão na quarta feira, de que demos notícia no nosso Jornal, declaramos que dela não se fez leilão, e que por conseguinte não houve o lance de 920$ réis, mas que foi esse pouco mais ou menos o valor em que a tinha seu senhor – declaramos também que não houve na subscrição para a liberdade da mesma escrava, assinatura alguma de 50$000 réis, e que a maior foi de 20$000 réis.”
“Ela acha-se alugada a servir em uma casa boa, e espera-se a sua liberdade para a qual já há 523$000 réis. Conta-nos que o senhor consente em forrá-la por 600$ réis.”  

AUDIÊNCIA PÚBLICA - COMUNIDADES TRADICIONAIS E QUILOMBOLAS


No dia 31 de outubro de 2014 das 09 às 13 horas no Auditório da Reitoria da UFBA, será promovido uma Audiência Pública sobre Povos e Comunidades Tradicionais, que visa articular o debate, ações políticas e contribuições para um outro modelo de desenvolvimento que inclua as distintas visões de mundo e práticas sociais dos povos e comunidades tradicionais do Brasil.

DOCUMENTOS HISTÓRICOS EM RISCO


Rio de Janeiro (RJ) – Obras raras da Biblioteca Nacional na Zona Portuária são destruídas por mofo e até ratos


Anexo da fundação armazena coleções como a M-18, com 4 mil livros do século XVIII. Doado em 1910, material não foi catalogado.
Longe dos olhos do público, documentos e livros raros estão se deteriorando pela ação de traças, mofo e até ratos num prédio na Região Portuária em que a Fundação Biblioteca Nacional guarda parte de seu acervo. Um dos casos mais graves é o da coleção M-18, que reúne quatro mil livros do século XVIII. O material, doado à biblioteca em 1910, até hoje não foi catalogado. A coleção está armazenada em estantes, num dos depósitos de periódicos, no terceiro andar, por falta de espaço no Departamento de Obras Raras. Alguns livros apresentam mofo e traças, que já consumiram várias páginas. Em outras publicações, não é mais possível ler o texto, devido a manchas amareladas nas folhas, por problemas na conservação.
A coleção M-18, que reúne quatro mil livros do século XVIII e que, apesar de ter sido doada à Biblioteca Nacional em 1910, até hoje não está disponível para consulta pelo público – Alessandro Lo-Bianco / O Globo

Num relatório de 1917, a direção da biblioteca já manifestava preocupação com a coleção M-18 e ressaltava que a falta de pessoal, a Primeira Guerra Mundial, as mudanças políticas e a escassez de recursos impediam o tratamento do acervo. Perguntada sobre o estado de conservação do material, a Biblioteca Nacional informou que aguarda a contratação de 40 concursados para acelerar o processo de tratamento das obras e disponibilizá-las ao público.
Segundo a diretoria da Associação de Servidores da Biblioteca Nacional, o prédio anexo tem sido utilizado como depósito de obras e materiais há mais de uma década, apesar de o ambiente ser inadequado para o armazenamento, e os danos sofridos pelo acervo são irreversíveis. “As condições do anexo são as piores entre os locais de armazenamento de acervo da Biblioteca Nacional”, afirmou, por meio de nota. A entidade também disse que, na sede da Avenida Rio Branco, o acervo é guardado em condições inadequadas, pois o sistema de ar-condicionado funciona de forma precária.
Para pesquisador, situação “é uma vergonha”
De acordo com o arquiteto e historiador Nireu Cavalcanti, é inadmissível que o acervo M-18 ainda não esteja disponível para consultas, pois a biblioteca o recebeu há mais de cem anos:
— O que acontece nos depósitos da biblioteca é um escárnio com a cultura. É uma vergonha. Esses arquivos estão sobrevivendo hoje do carinho de funcionários que estão para se aposentar. Quando eles saírem, vai virar uma bagunça ainda maior. Isso representa o descaso de um país que vê o investimento cultural como algo supérfluo a serviço de uma elite.
Outro material que corre o risco de se perder é o acervo do historiador Marcello de Ipanema, guardado em caixas de papelão, no segundo andar do prédio anexo. Ainda segundo a nota da diretoria da Associação de Servidores da Biblioteca Nacional, o material foi doado pela família do historiador em 2005 e parte dele se encontra em “estado de decomposição”:
— O acervo nunca recebeu tratamento técnico adequado, acumulando poeira, fuligem e sofrendo ataques de insetos e roedores.
Marcello de Ipanema foi por muitos anos membro de um conselho estadual responsável pelo tombamento de bens históricos e culturais, e fez estudos sobre a história da imprensa no Estado do Rio. Segundo pesquisadores, o material mostra como eram catalogados e mapeados bens patrimoniais, culturais e naturais da cidade. Em meio às caixas, há páginas soltas e corroídas da obra “Francisco Manoel da Silva e seu tempo”, do musicólogo e professor Ayres de Andrade Júnior, morto na década de 70. A publicação, que nunca foi reeditada, conta a história musical do Rio entre 1808 e 1865.
A Biblioteca Nacional nega que o acervo de Marcello de Ipanema esteja em estado de deterioração, mas admite que ainda não foi tratado e que estaria sendo encaminhado para ser processado e disponibilizado ao público. Por meio de nota, a instituição informou ser impossível, diante do quadro insuficiente de funcionários, processar todo o acervo. A biblioteca recebe, mensalmente, mais de 25 mil publicações. Segundo a instituição, será feita uma reforma no prédio da Região Portuária, que ampliará em 12 mil metros quadrados a área útil atual, de 15 mil metros quadrados, permitindo a melhora na conservação e na organização.
Também guardado no prédio anexo, o “Saltério de Genebra” tem bolor e páginas rasgadas. A obra é uma compilação de 150 salmos de Davi, metrificados e musicados com notação característica do século XVI. O historiador espanhol especializado em documentos religiosos Magno Rayol, que fazia pesquisas na biblioteca, ressalta a importância da obra:
— Trata-se de uma raridade. Procurei esse material em bibliotecas de outras partes do mundo e soube que estaria aqui. Ele foi entregue à biblioteca há mais de uma década e é único. Se ele se estragar de vez, perderemos uma parte importante do passado.
No depósito cinco, há ainda inúmeros manuscritos de compositores doados à Divisão de Música em péssimo estado, obras em latim e pergaminhos com anotações carimbadas pelo Vaticano dos séculos XIV e XV. A “Ícaro y Dédalo”, do compositor da corte espanhola Juan Hidalgo, está praticamente despedaçada. Próximo dali, amontoada em caixas, há uma peça instrumental de Vivaldi, mofada e corroída, separada em fascículos.
Biblioteca tem 16 técnicos em restauração
No depósito seis, há partituras, periódicos nacionais e estrangeiros, além de edições de manuscritos de grandes mestres da música popular e erudita brasileira, como Ernesto Nazareth e Pixinguinha, doados pela família deste último.
Segundo a Biblioteca Nacional, as áreas de curadoria do acervo estabelecem os critérios de prioridade para restauração e identificam as obras em mau estado de conservação. “Atualmente a biblioteca está com 16 técnicos em restauração para atender à demanda de um acervo estimado em dez milhões de peças”. A biblioteca também informou que este ano adquiriu uma máquina empacotadora a vácuo e que o aparelho embala até mil peças por dia. “Com o uso dessa tecnologia, ganharemos espaço e arrumaremos melhor o acervo sob a nossa guarda”, informou.
Por nota, o Ministério da Cultura informou que fez investimentos nas áreas de preservação e acervo da Biblioteca Nacional que somaram R$ 2,6 milhões em 2012 e R$ 2,5 milhões em 2013. Em 2014, devido aos cortes no orçamento federal, o investimento liberado para a área foi de R$ 1,3 milhão. O órgão afirmou que o o repasse total de recursos para a biblioteca entre 2012 e 2014 foi de R$ 35 milhões.

FONTE: O GLOBO




CAÇADORES DE HISTÓRIA

FONTES PARA A HISTÓRIA DOS AFRICANOS EM PERNAMBUCO IMPERIAL


EMENTA:


A produção historiográfica sobre as experiências africanas na diáspora vem se avolumando desde a década de 1980. No Brasil, em particular, a pesquisa empírica em variadas fontes – algumas inéditas – como os testamentos e inventários post-mortem, possibilitaram aproximarmo-nos das expectativas e perspectivas dos africanos. Mais do que informações sobre a vida material de libertos, testamentos e inventários são pertinentes documentos acerca das relações sociais, medos, anseios, laços familiares e afetivos, graus de parentescos entre livres, forros e cativos. Por outro lado, a documentação eclesiástica, que possui uma forte tradição em estudos de demografia e família na Europa vem sendo constantemente utilizada pelos historiadores sociais no Brasil. Através dos registros paroquiais é possível remontarmos também as redes de compadrio de cativos, forros e livres, além de ser uma ótima ferramenta para perscrutarmos as nações e identidades transétnicas que foram sendo reinventadas nas Américas. Vale ressaltar que os estudos sobre os africanos no Brasil são intensos na região Sudeste e no estado da Bahia. Embora Pernambuco tenha sido a terceira capital do Império a receber grande número de pessoas da África para serem escravizadas, as pesquisas ainda são tímidas no tocante as experiências desses indivíduos na região. Este curso pretende, portanto, discutir como estas e outras fontes podem ser utilizadas na reconstrução da história dos africanos na capital pernambucana na segunda metade do Império.

III Simposio Internacional de Estudios Inquisitoriales: nuevas fronteras


Apresentação

Este Simpósio se propõe empreender um renovado caminho de interpretação do fenômeno inquisitorial. A intenção é ampliar os espaços geográficos da investigação sobre a Inquisição; desenhar novas fronteiras e definir as diretrizes do diálogo entre centro e periferia e, ao mesmo tempo, entre periferia e os centros que elaboraram e criaram o discurso inquisitorial. O desafio é desenvolver uma análise global de uma instituição que influenciou enormemente a vida das sociedades onde se implantou, mas que também se viu afetada por muitos elementos das realidades dentro das quais se foi difundindo, obrigada a negociações múltiplas, seja nos espaços peninsulares, seja nas regiões extra europeias.
Madri, Roma e Lisboa foram centros diretores de uma instituição com uma anterioridade (tardo-medieval), mas onde as novas fronteiras religiosas, geográficas, políticas e culturais do século XV em diante impuseram desafios que conduziram à sua reinvenção constante. A expansão da Inquisição a partir de 1478 não é meramente geográfica e de controle do território, mas também de ampliação jurisdicional. A multiplicação das sedes dos tribunais por três continentes, que incrementou o número de centros inquisitoriais, é concomitante com uma ampliação da vigilância do Santo Ofício sobre os horizontes comportamentais das sociedades.


Este Simpósio será um território aberto para uma investigação historiográfica capaz de assumir o desafio de abrir novas fronteiras na forma de estudar e de interpretar a Inquisição. A fonte inquisitorial será assim utilizada como subsídio para penetrar sociedades e tempos. O novo desafio é conseguir compreender a (re)invenção das sociedades através do fenômeno inquisitorial, desde como se assume e percebe um assunto tão estritamente ibérico como o da limpeza de sangue até como se concebe o papel evangelizador das sociedades católicas dentro e fora do mundo cristão. Trata-se de examinar como a criação de novos centros inquisitoriais reconfigura e reformula a periferia dos comportamentos humanos em sua reprodução social.

ENCRUZILHADAS DA LIBERDADE



UM ESTUDO SOBRE A VIDA DOS ESCRAVOS APÓS A ABOLIÇÃO NO BRASIL

Saber qual o destino dos ex-escravos, o que fizeram e o que pensavam sobre a liberdade após o fim da escravidão é o grande desafio deste livro. Cruzando vários tipos de fontes históricas, o autor reconstrói as histórias de vida de ex-escravos que moravam em grandes fazendas açucareiras do Recôncavo Baiano. A intenção é perceber como as experiências da escravidão foram refletidas no cotidiano dos ex-escravos após a abolição, norteando culturas, escolhas e projetos de liberdade.
• Livro de referência para a área de História.
• A primeira edição, da Editora Unicamp, estava esgotada desde 2006 e sempre foi muito procurada.
• Recebeu o Prêmio Clarence H. Haring (2006-2011) de melhor livro historiográfico da América.
• Walter Fraga é professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Recebeu o Prêmio Jabuti 2010 de melhor livro paradidático, com Uma história da cultura afro-brasileira.      
ACESSE: http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/8107633?PAC_ID=126174 




Palestra: Dr. Durval Muniz de Albuquerque Júnior


Prezado(a)s

A Fundação Pedro Calmon, através do Centro de Memória da Bahia, convida para a palestra “A Feira dos Mitos: a fabricação do folclore e da cultura popular nordestinos”, que será proferida pelo professor Dr. Durval Muniz de Albuquerque Júnior (UFRN) e debatida pela professora Drª Lígia Bellini (UFBA) em 01 de outubro de 2014, às 18 horas, na sala Katia Mattoso – auditório da Biblioteca Pública do Estado da Bahia.
Durval Muniz de Albuquerque Júnior é doutor em História Social pela Unicamp, com pós-doutorado pela Universidade de Barcelona. Autor de diversos livros, dentre eles, A Invenção do Nordeste, História: a arte de inventar o passado, O Morto Vestido para um Ato Inaugural: procedimentos e práticas dos estudos de folclore e de cultura popular, A Feira dos Mitos: a fabricação do folclore e da cultura popular (Nordeste, 1920-1950). Atualmente atua como professor titular na Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
 Ligia Bellini é doutora em História pela Universidade de Essex, Reino Unido, com pós-doutorado pela Universidade de Londres. Autora de A coisa obscura: mulher, sodomia e Inquisição no Brasil colonial, e co-organizadora de Formas de crer: ensaios de história religiosa do mundo luso-afro-brasileiro, séculos XIV-XXI e Tecendo histórias: espaço, política e identidade. Atualmente é professora da Universidade Federal da Bahia.

Atenciosamente,
Centro de Memória da Bahia
Fundação Pedro Calmon - Centro de Memória e Arquivo Público da Bahia
Secretaria de Cultura do Estado da Bahia
Governo do Estado da Bahia
55-71-3117-6067
   



    

  

I SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DE COLEÇÕES


A área da história de coleções encontra-se em franco desenvolvimento, tendo nos últimos anos vindo a público numerosos estudos, teses e artigos, quer em Portugal quer a nível internacional. A maior parte destes trabalhos fazem uso de abordagens cruzadas e interdisciplinares.
Com uma autonomia relativamente recente, a história de coleções não só ilumina a história das disciplinas representadas nas coleções como também a investigação contemporânea nas próprias disciplinas aí representadas, bem como os processos científicos associados à recolha e documentação; o trânsito de conhecimento e objetos entre pessoas, instituições e países; o comércio e  as trocas comerciais e, mais geralmente, a história política e social, nas suas múltiplas vertentes.
Dada a importância e transversalidade da área, bem como a necessidade de a aprofundar e estruturar, o Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa organiza, a partir deste ano e com edição anual, o Seminário de História de Coleções (SHC).
Com data marcada nos dias 19, 20 e 21 de novembro de 2014, o SHC1 é dedicado às coleções científicas do próprio MUHNAC, herdeiras de perto de 400 anos de estudo das ciências em Portugal e reveladoras das práticas e discursos produzidos nas instituições ancoradas no espaço da antiga colina da Cotovia: o Colégio jesuíta da Cotovia (1619), o Colégio dos Nobres (1761), a Escola Politécnica (1837) e a Faculdade de Ciências (1911).

INSCRIÇÕES:
De 21 de julho a 14 de novembro
Regular: 30 euros
Estudantes: 20 euros
MUHNAC e ULisboa: gratuito
Pagamento por transferência bancária para: Universidade de Lisboa (MUHNAC) / CGD NIB 0035 0824 0001020073037

Para confirmação da inscrição, envie o nome, instituição, comprovativo de pagamento, comprovativo de estudante (se aplicável) e NIF para recibo para: dfelismino@museus.ul.pt

ELEIÇÕES DOS COLEGIADOS SETORIAIS DE CULTURA DA BAHIA - 2014



INFORMATIVO ESPECIAL

De acordo com a Lei Orgânica de Cultura do Estado da Bahia nº 12.365, de 30 de novembro de 2011 que dispõe sobre a Política Estadual de Cultura  e institui o Sistema Estadual de Cultura do Estado da Bahia, esta previsto a criação dos Colegiados Setoriais de Cultura da Bahia que representarão diversos segmentos de cultura junto a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia/Governo do Estado da Bahia.

O que é um Colegiado Setorial?

Colegiado Setorial é um grupo de pessoas que representam um setor diante da sociedade e do poder público.

Qual o papel dos Colegiados?

Os colegiados terão o papel de orientar e respaldar decisões políticas voltadas a cada área/segmento, atuando como instâncias de consulta, participação e controle social das ações promovidas pelos órgãos do governo.

O que significa participar do Colegiado Setorial de Arquivos e Memória

Esta será a primeira eleição para este Colegiado podendo, de forma legitima, participar das decisões relacionadas a Arquivos e Memória no âmbito do Governo Estadual.
Efetivando a criação do Colegiado do segmento os eleitos serão responsável, também, pela criação de seu regimento (Conheça a atuação de Colegiados efetivados por meio do seguinte blog: http://colegiadossetoriais.blogspot.com.br/ 

Composição dos Colegiados

Cada colegiado será individualmente integrado por nove membros, sendo três do Poder Público, indicados pelo Secretário de Cultura, e seis da sociedade civil eleitos através deste processo participativo e democrático. Todos terão seus devidos suplentes. Os integrantes serão designados para mandato de dois anos (biênio de 2015 e 2016).
Como e quando serão as eleições


Para participar das eleições dos Colegiados Setoriais de Cultura da Bahia, como eleitor ou como candidato, é necessário efetuar um cadastrado na plataforma eleitoral (http://cultura.plataformavirtualdevotacao.com.br/SelecaoSetorial.aspx) até o dia 20 de setembro de 2014.

As eleições ocorrerão, também através de sistema online, entre os dias 03 de outubro a 03 de novembro de 2014.

Observações importantes

Para garantir a legitimidade do colegiado precisamos ter, no mínimo, 30 (trinta) cadastros válidos como eleitores, sendo o mínimo de 12 (doze) candidatos.
Nenhum funcionário público (administração pública federal, estadual, distrital ou municipal) detentor de cargo comissionado poderá se cadastrar como eleitor e/ou candidato.

Funcionários (servidores efetivos, cargos comissionados e REDA) da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia ou de suas unidades, também não podem se cadastrar como eleitor e/ou candidato.

Para se cadastrar é necessário que o interessado tenha no mínimo 18 anos, residir no Estado da Bahia e atuar no segmento ao qual esta se cadastrando.

LANÇAMENTO: ENTRE O FRUTO E O OURO


Organizado por Philipe Murillo Carvalho e Erahsto Felício de Sousa, a obra é composta por nove artigos produzidos por historiadores/as da nova geração que se debruçaram sobre temas e documentos inéditos ou pouco estudados. É um livro imperdível! Veja abaixo a relação de trabalhos:

1) Da escravidão para o trabalho livre: abolição do cativeiro e o destino dos libertos no sul da Bahia - Ronaldo Lima

2) A sociedade Monte Pio dos Artistas de Itabuna: trabalhadores, cultura associativa e o republicanismo dos de baixo, 1920-1930. Philipe Murillo Carvalho

3) Papai Noel, os mendigos e a liberdade: uma história do controle social em Itabuna (1950-64) - Erahsto Felício de Sousa

4) Sexualidades em evidência: prostituição feminina, desigualdades de gênero e sociabilidades no meretrício itabunense (1940-1950) - Carolina Dos Anjos

5) Itabuna no trono da beleza nacional: discursos de progresso e idealização feminina na imprensa itabunense, 1950-1962 - Adriana Oliveira

6) A experiência da Frente de Mobilização Popular: emancipações e movimentos sociais no sul da Bahia - Soanne Cristino

7) “Eu vim realmente pra vê se eu melhorava de vida”: trajetórias e expectativas de migrantes em Itabuna-Ba (1980) - Priscila Glória

8) Nas coroas, nos mangues e na maré: As vivências das pescadoras do São Miguel e Teotônio Vilela em Ilhéus-BA (1980-2007) Fabiana Santana Andrade

9) A região cacaueira nas malhas das percepções e do tempo: produção cultural no sul da Bahia no interlúdio do século XX - Danilo Ornelas


Curtam nossa página https://www.facebook.com/pages/Mondrongo/554313147949520?fref=ts — com Danilo Ornelas, Fabiana Santana Andrade, Ronaldo Lima, Adriana Oliveira, Soanne Cristino, Priscila Glória e Carolina Dos Anjos. 

“Documentos do Arquivo e Revoltas Escravas”


A última edição do projeto Quintas na Quinta acontece no dia 28 de agosto, às 14h30, no Arquivo Público do Estado da Bahia. Com o tema “Documentos do Arquivo e Revoltas Escravas”, o encontro recebe como convidado o historiador, pesquisador e professor do Departamento de História da Universidade Federal da Bahia, João José Reis. Para facilitar o deslocamento dos participantes, um ônibus gratuito sairá às 14h, do Teatro Castro Alves para o Arquivo Público, com retorno às 17h. O ponto de encontro é na biblioteca do Teatro.

SEMINÁRIO INTERNACIONAL “CULTURA, POLÍTICA E TRABALHO NA ÁFRICA MERIDIONAL"


O prazo para inscrições de propostas para o Seminário Internacional “Cultura, Política e Trabalho na África Meridional” está aberto até 25 de setembro próximo.  O evento, que irá ocorrer na UNICAMP (Campinas, Brasil) de 11 a 14 de maio de 2015, propõe uma reflexão sobre a África Meridional, enfatizando o ponto de vista africano em detrimento das políticas e experiências coloniais. Organizado pelo CECULT e pelo Harriet Tubman Institute da York University, o seminário oferece a oportunidade para estreitar laços entre pesquisadores e estudantes dos dois centros, mas também acolhe parceiros vinculados a outras instituições de ensino e pesquisa nas Américas, Europa e África. 

Clique aqui para mais informações sobre os objetivos do Seminário e receber instruções como fazer sua inscrição.

ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA TERÁ ATENDIMENTO SUSPENSO


Devido às obras de recuperação do telhado, forro e assoalho do Arquivo Público do Estado da Bahia, no bairro da Baixa de Quintas, a Fundação Pedro Calmon/SecultBa informa que a partir do dia 08 de setembro de 2014, estará suspenso, temporariamente, o atendimento ao público prestado pelo Arquivo. Saiba mais: http://goo.gl/tyeFfv

SUSPENSÃO DAS ATIVIDADES NO ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA


Portaria nº 143 /2014, de 04 de Agosto de 2014

A Diretora Geral da Fundação Pedro Calmon – Centro de Memória e Arquivo Público da Bahia, no uso de suas atribuições legais, Considerando o início das obras de recuperação total do telhado e forro, e assoalho do Arquivo Público do Estado da Bahia – APEB, no último dia 07 de Julho de 2014.

Considerando a necessidade de remanejamento dos setores do APEB, por conta das mencionadas obras de reforma. Considerando a segurança do patrimônio arquitetônico e documental e da integridade física dos funcionários, estudantes, pesquisadores e estudiosos
comumente presentes ao APEB.

INFORMA:
Art. I - A SUSPENSÃO do atendimento ao público, a saber:

Parágrafo Primeiro – a partir do dia 11 de Agosto de 2014, estará suspenso,
temporariamente, o atendimento ao público na Biblioteca Francisco Vicente Vianna – APEB.

Parágrafo Segundo – a partir do dia 08 de Setembro de 2014, estarão suspensos, temporariamente, todo e qualquer atendimento ao público e prestação de serviços, e visitação, inclusive à Sala de Consulta de Manuscritos e Impressos do APEB.

O término das suspensões, ora indicadas, dependerá de cronograma definido pela empresa executora das obras de recuperação total do telhado e forro, e assoalho do Arquivo Público do Estado da Bahia, e será passível de novo comunicado, a ser divulgado em imprensa oficial e outros órgãos de imprensa, e nas redes sociais.

Salvador Bahia, 04 de Agosto de 2014.
Maria de Fátima Fróes e Almeida Souto Maior

Diretora Geral
Fonte: Diário Oficial do Estado da Bahia 
Salvador, 25 de agosto de 2014
Nº 21.486