III ENCONTRO ESTADUAL DE ENSINO DE HISTÓRIA


CONVERSANDO COM SUA HISTÓRIA


A Fundação Pedro Calmon (FPC), através do Centro de Memória da Bahia (CMB), convida a todo(a)s para participar da palestra “A história da África e as africanidades nas escolas: alguns problemas metodológicos e curriculares para o ensino-aprendizagem uma década após a Lei 10.639/03", que será ministrada pelo professor Me. Antônio Cosme Lima da Silva, em 25 de maio, mês dedicado a discussão Bahia-África no curso Conversando com a sua História, organizado pelo Centro de Memória da Bahia/FPC.

Data: 25 de maio de 2015
Horário: 17 horas

Local: sala Kátia Matoso – auditório da Biblioteca Pública do Estado da Bahia.

ENEARQ SALVADOR


O Instituto de Ciência da Informação da Universidade Federal da Bahia realizará no período de 27 a 31 de julho de 2015, o I Seminário de Pesquisa em Arquivologia da UFBA.
O evento objetiva estimular o debate sobre a pesquisa em Arquivologia, mediante a interlocução entre docentes, estudantes (iniciação científica, mestrado e doutorado) e profissionais que atuam na área de Arquivologia.
Os interessados em apresentar comunicações orais poderão submeter resumos expandidos que destaquem os resultados de pesquisas acadêmico-científicas de pós-doutorado, doutorado, mestrado, especialização, Pibic e TCC, além de projetos de pesquisas em geral na área em apreço.
As inscrições encontram-se abertas e podem ser realizadas, gratuitamente, no sitio eletrônico do evento (http://www.iseparquivologia.ici.ufba.br/).
O prazo de submissão de resumos expandidos ocorrerá de 30/04 a 30/05/2015.
Participem!
Informações:
E-mail: Iseparq@ufba.br
Local: Instituto de Ciência da Informação / UFBA
Rua Basílio da Gama, s/n – Campus Universitário do Canela
CEP: 40110-100  - Salvador/BA




OS BANQUEIROS DO TRÁFICO

                                                                   Torre do Tombo - A contabilidade da escravidão 
                                                                   Uma conta de compra de escravos em Luanda

Documentos antigos evidenciam papel dos grandes negociantes de Lisboa nas operações com escravos em Angola
 CARLOS FIORAVANTI | ED. 231 | MAIO 2015

Em 1740, o português Domingos Dias da Silva era um capitão de navio que transportava tecidos, aguardente, vinho e armas de fogo para Luanda, o maior porto ligado ao tráfico de escravos em Angola, então uma colônia portuguesa. Silva vendia as mercadorias, recebia parte do pagamento na forma de papéis chamados letras ou em livranças, que funcionavam como promissórias, e parte na forma de escravos. Depois de entregar os escravos no Brasil, ele trocava as letras por moedas de ouro, enchia os porões de açúcar e voltava para Lisboa, fechando uma viagem que poderia ter começado dois anos antes. Silva ganhou dinheiro suficiente para participar do leilão de contratos de escravos, promovido pelo governo português, e oferecer mais que os concorrentes. Depois de 25 anos, ele se tornara contratador, cobrando impostos em nome do rei sobre os negócios com escravos e acumulando riqueza, poder e prestígio.

Sua trajetória expõe a complexidade comercial do tráfico de escravos entre Portugal, Angola e Brasil, que o historiador Maximiliano Menz, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), está reconstituindo por meio de dois conjuntos de documentos encontrados por ele na Torre do Tombo, um dos arquivos históricos de Lisboa. O primeiro conjunto, consultado pela primeira vez em 2011, são os quatro livros de contratos de exportação de escravos comprados em Luanda de 1763 a 1770. Nessa época, em média 9 mil africanos saíam por ano de Angola como escravos. Ao longo de três séculos, quase 6 milhões de africanos saíram principalmente de Angola para trabalhar nas minas de ouro e nas plantações de cana-de-açúcar do Brasil.
O segundo conjunto de documentos emergiu em outra viagem, em janeiro deste ano: são os cerca de 230 livros – quatro por ano, cada um com 600 páginas – dos registros de mercadorias que passaram pela alfândega de Lisboa ao serem embarcadas para Luanda de 1748 a 1807. Nos 28 livros que já examinou, Menz contabilizou cerca de 2 mil lançamentos com nomes de pessoas e mercadorias e concluiu que, embora os negócios estivessem concentrados nas mãos de grandes negociantes como Silva, centenas de pessoas participavam, até mesmo padres, que poderiam enviar vinhos a serem trocados por escravos em Luanda. “Sim, padres”, diz ele. “Não havia problema nenhum. Pelo padrão religioso da época, o tráfico de escravos era uma forma de salvar almas do inferno porque os negros recebiam o batismo antes de entrarem nos navios rumo ao Brasil.”

Com esses documentos, Menz está ressaltando o papel central dos contratadores portugueses e dos contratos de exportação na geração dos mecanismos de crédito e de capitais associados ao tráfico de escravos. “O contratador funcionava com um banco, emprestando dinheiro por meio das livranças emitidas em Luanda como forma de pagamento pelas mercadorias”, diz ele. “Os papéis eram trocados por dinheiro no Brasil, quando os escravos eram vendidos.”


Vista panorâmica de Luanda em 1755, com a Sé, na cidade alta (à esquerda) e o forte de São Miguel (à direita)

Menz está confirmando uma hipótese do historiador Joseph Miller, da Universidade de Virgínia, Estados Unidos: “Miller propôs que os mercadores de Lisboa, graças ao controle do contrato de escravos, monopolizavam o financiamento do negócio, fazendo uso de uma série de privilégios garantidos por esses contratos e, desse modo, forneciam a maior parte das mercadorias que eram utilizadas para a compra dos escravos no interior de Angola”.
“Nessa época, os homens de negócio do Brasil atuariam principalmente no mercado de fretes, oferecendo transporte para a mercadoria humana a ser vendida no Brasil”, propõe Menz, apresentando uma alternativa a uma visão comum entre historiadores, segundo a qual os negociantes brasileiros é que controlavam o tráfico. “É esta a interpretação nos trabalhos de Luiz Felipe de Alencastro, Manolo Florentino, Roquinaldo Ferreira e Alexandre Vieira Ribeiro, mas existem pesquisas mais recentes que também reconhecem o protagonismo das comunidades mercantis de Lisboa ou dos mercadores de Luanda e Benguela, como as teses de Gustavo Acioli Lopes, Jaime Rodrigues, Daniel Domingues Dias Silva, Mariana Cândido e o doutorado, em andamento, de Jesus Bohorquez.”

Enquanto ao norte, nas regiões então chamadas de Guiné e Mina, os europeus ancoravam os navios nos portos e apenas compravam os escravos capturados por mercadores africanos, em Angola, por ser uma colônia portuguesa, a participação dos europeus era mais intensa. Em Luanda, a capital, o tráfico de escravos havia se tornado a principal fonte de renda da população formada por portugueses e mestiços, que representavam metade dos cerca de 5 mil habitantes da cidade (a outra metade era de escravos, parte deles à espera dos navios que os levariam para as Américas).

Os portugueses financiavam a compra de escravos no interior pelos comerciantes locais, em geral negros ou mulatos, que podiam dar calote ou morrer, por causa de malária, febre amarela e outras doenças comuns. O risco maior era a perda de escravos, que muitas vezes não resistiam à travessia do oceano rumo ao Brasil, reduzindo o lucro. Para evitar esse risco, os negociantes preferiam receber o pagamento em livranças ou em letras, trocadas no Brasil por ouro ou produtos coloniais como açúcar, algodão e tabaco, enviados para Lisboa.

A corrente de crédito funcionou até que Domingos Dias da Silva, como contratador, resolveu mudar as regras: parou de emprestar para os outros comerciantes, por meio das livranças, e forçou a compra de mercadorias que ele enviava de Lisboa. Não deu certo, porque quase ninguém tinha dinheiro vivo para usar. Segundo Menz, o governador de Angola, Francisco Inocêncio Coutinho, pressionado pelos comerciantes, escreveu para Sebastião José de Carvalho e Melo, o marquês de Pombal e secretário de Estado do reino. Em 1770, para encerrar a confusão, Pombal extinguiu os contratos e determinou que os impostos sobre a venda de escravos seriam administrados diretamente pela Fazenda real. Apesar dos imprevistos, Silva aparentemente não faliu e anos depois morreu rico. O tráfico foi abolido em 1830, mas nos anos seguintes muitos escravos ainda foram capturados e enviados ilegalmente de Angola para o Brasil.

Projeto
Uma história econômica do tráfico de escravos em Angola: financiamento, fiscalidade, transporte (c. 1730-1807) (nº 2014/14896-9); Modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular; Pesquisador Responsável Maximiliano Mac Menz (Unifesp); Investimento R$ 37.344,11 (FAPESP).

Artigo científico

REVOLTA DOS MALÊS 180 ANOS

CONVERSANDO COM SUA HISTÓRIA

Prezado(a)s,

A Fundação Pedro Calmon, através do Centro de Memória da Bahia, convida a todo(a)s para participar da 13ª edição do curso Conversando com a sua História. Iniciado em 2002, esse projeto tem apresentado palestras sobre a História da Bahia nos períodos colonial, imperial e republicano. Os encontros são abertos ao público, tornando cada palestra uma oportunidade de debater acerca da história baiana com pessoas de diferentes áreas, formações e interesses.

A palestra de abertura tem como título “Africanos libertos, catolicismo e a articulação de uma comunidade mercantil (Agoué 1840-1860)”, e será ministrada pelo professor Dr. Luis Nicolau Parés, em 18 de maio de 2015, às 17 horas, na sala Kátia Matoso – auditório da Biblioteca Pública do Estado da Bahia.

Contamos com sua presença!
Maiores informações e inscrição pelo contato cmb.fpc@fpc.ba.gov.br/3117-6067

Resumo:
Esta palestra trata do catolicismo afro-brasileiro levado para a África Ocidental por libertos africanos vindos da Bahia, antes da chegada das missões católicas europeias, na década de 1860. A partir da análise de duas cerimônias batismais celebradas em 1846 e 1855, na cidade de Agoué (no Benim), serão discutidos aspectos parciais da história religiosa dos retornados agudas e como sua adesão (mais do que conversão) ao catolicismo contribuiu para a articulação de uma comunidade mercantil, cuja atividade principal, nesse período inicial, era o tráfico de escravos.

Luis Nicolau Pares é doutor em Antropologia da Religião pela School Of Oriental And African Studies University Of London. Autor do livro A formação do Candomblé: história e ritual da nação jeje na Bahia e co-organizador da obra Sorcery in the Black Atlantic. Desde 2004 é professor adjunto no Departamento de Antropologia da Universidade Federal da Bahia. Especialista na área da história e antropologia das populações afro-brasileiras e da África ocidental.



Atenciosamente,

Centro de Memória da Bahia
Fundação Pedro Calmon - Centro de Memória e Arquivo Público da Bahia
Secretaria de Cultura do Estado da Bahia
Governo do Estado da Bahia

55-71-3117-6067

SOFTWARE QUE TRANSFORMA LETRA CURSIVA EM CARACTERES


O americano Thomas Binford e sua mulher, a brasileira Ione, se mudaram para Bangalore e criaram software que transforma letra cursiva em caracteres.

Professor aposentado de ciência da computação na Universidade Stanford, no coração do Vale do Silício, o americano Thomas Binford, 70  anos, chegou a Bangalore no começo da década passada com a mulher Ione, uma brasileira ex-executiva da HP. Desembarcaram com cinco malas carregadas de equipamentos e a intenção
de caçar ideias. “Mal pude carregar  meus sapatos, mas valeu a pena”, contou Ione a INFO. Depois de dez anos e 8 milhões de dólares do patrimônio pessoal investidos, os Binford criaram um software que transforma letra de mão em caracteres digitais legíveis
na tela de um computador ou tablet. Não se trata de escanear os textos.O programa é capaz de transformar garranchos em caracteres legíveis ao interpretar os códigos que saem de cada escrita. O sistema inventario por Tom Binford tem precisão de 94%, cerca de 7 pontos porcentuais acima de programas similares. Documentos escritos à mão, como certidões de nascimento, ou casamento antigas, manuscritos de
empresas e formulários poderão virar arquivos digitais de fácil localização. O princípio é interpretar os padrões de escrita por meio de algoritmos e, com a ajuda de inteligência artificial, análise de sistemas e de semântica, permitir que a máquina reescreva cada frase de acordo com a gramática e o léxico de um idioma. O primeiro será o
inglês. Em sua versão final, prevista para este ano, o software será vendido pela Read-Ink, a empresa do casal.
  
FONTE: Revista Info, setembro de 2011, páginas: 84/85. 

PESQUISAS NA ÁREA DE HISTÓRIA


Chamo-me Eduardo Cavalcante e sou graduado em História pelo Instituto de Ciências Humanas e Filosofia (ICHF) da Universidade Federal Fluminense (UFF). Possuo sólida experiência profissional na área de pesquisa documental, tais como, coleta de dados, transcrição e análise de documentos para os séculos XVII, XVIII, XIX e XX. Desde 1999, atuo prestando serviços de maneira autônoma e sem vínculo empregatício para mestrados, doutorados, pós-doutorados e outros tipos de atividades históricas, coletando o maior número possível de informações que venha a embasar esses trabalhos e detenho experiência prática relativa à organização e ao arranjo dos acervos documentais dos principais arquivos do Rio de Janeiro. Compreendo bem o idioma espanhol e este é o meu e-mail para futuros contatos: cvlcnt@uol.com.br
Para outros esclarecimentos é possível acessar o meu currículo através deste site:

A TRAGÉDIA DO TABOÃO


"Chuvas torrenciais castigam Salvador. Na noite de 02 de maio de 1935, dia que sucede o feriado do dia do trabalho, a sirene do Corpo de Bombeiros é acionada motivando o trem de socorro do 1º Grupamento de Bombeiros- Militares a se deslocarem para o bairro do Taboão no Beco do Frazão onde acabara de acontecer desabamento de casas causado por um deslizamento. Enquanto os bravos bombeiros buscavam por vidas no trabalho rude da escavação da terra para descoberta dos corpos soterrados houve um segundo deslizamento de um bloco grande de terra que encheu todo o beco de Frazão. Alguns eram conduzidos à assistência, sendo medicado, porém, 01 oficial e 07 praças foram soterrados".
ACESSE: 

SOFTWARE PERTITE A TRANSFORMAÇÃO DE DOCUMENTOS MANUSCRITOS HISTÓRICOS EM ARQUIVOS DIGITAIS

Carta do século XIX sobre Mesa Cartesiana 

Registro da escrita
Novo método facilita a transformação de documentos manuscritos históricos em arquivos digitais
MARCOS DE OLIVEIRA | ED. 230 | ABRIL 2015

A dificuldade em manusear documentos históricos raros e manuscritos para análise dos textos levou um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) a desenvolver um método de fotografia que facilita a transcrição e compreensão de fenômenos linguísticos de uma época. “Existem documentos e livros antigos para os quais o método tradicional de obtenção da imagem por escaneamento pode prejudicar ou até destruir o original porque é preciso, muitas vezes, dobrá-los ou desencaderná-los para uso no escâner”, diz o professor Jorge Viana Santos, do Laboratório de Pesquisa em Linguística de Corpus (Lapelinc) da Uesb. O objeto de estudo dos pesquisadores são livros e documentos cartoriais manuscritos do século XIX que já tiveram grande manuseio e cujo estado é bem frágil. “Diferentemente da fotografia, no escaneamento o documento é que se adapta ao aparelho e não o contrário”, diz. Para a digitalização de documentos impressos, já existem softwares bem difundidos que levam o nome de reconhecimento óptico de caractere (OCR na sigla em inglês) e podem ler o documento a partir de escâneres e transformá-lo em digital. Em documentos manuscritos não existe essa possibilidade.

O método criado pelo professor Santos em colaboração com a professora Cristiane Namiuti Tempon, também da Uesb, começa com a captura da imagem em uma câmera fotográfica. Para isso, o documento é assentado em uma espécie de placa plana de plástico de cor cinza e quadriculada milimetricamente, característica que serve para informar no computador a exata medida do papel. Denominada pelo grupo de Mesa Cartesiana, sobre ela também são colocadas escalas de tom de cores, informações catalográficas, paginação e sequência. A página do documento pode tanto ser apresentada no computador com todas essas informações como também de forma recortada, apenas a parte manuscrita.
Transcrição em caracteres para estudo do português da época

Detalhes na tela
A transposição do documento do mundo físico, intermediado pela fotografia, para a formatação digital, é feita por um software desenvolvido também no Lapelinc. Ele permite interpretar esses dados e recuperar numa tela de computador os tons e cores originais de um documento. Assim, o método faz a transposição de documentos manuscritos históricos para a formação de conjuntos de textos eletrônicos com aspecto próprio para pesquisa científica.

As vantagens do Método Lapelinc se expandem também na facilidade de aumentar o texto original na tela do computador para verificar detalhes ou tirar dúvidas em relação à escrita. Com o documento digital é possível fazer várias consultas sem deteriorar o material histórico. Segundo Santos, o novo método contribui para a análise dos paleógrafos, especialistas que leem o texto para estudos de linguagem e fazem a transcrição e adaptação ao português atual se for o caso. A linguística de corpus (texto para análise) necessita do original em caracteres para a compilação de corpora (conjunto de corpus) para análise linguística automática. “Nosso método permite montar o corpus eletrônico que forma um banco de dados no qual é possível identificar cada palavra e etiquetá-la, facilitando o trabalho do linguista na busca pelo seu objeto de estudo; pode-se, assim, etiquetar substantivos e verbos, por exemplo”, diz Santos. “O historiador pode ler na linguagem de hoje, mas o linguista quer saber como o texto foi concebido naquela época para determinar o padrão e a evolução da linguagem.”

O trabalho de estrutura do Método Lapelinc começou em 2008 e ainda não terminou, faltando a finalização do software para fazer a transcrição e a edição do texto. Todo o sistema criado na Uesb também pode ser útil em outras instituições acadêmicas e até em empresas. “Fazemos pesquisa e um apoio externo ou comercial não muda nosso trabalho, mas o protótipo pode levar a um produto, porque o método é passível de uma patente. No momento estamos finalizando seu desenvolvimento”, explica Santos. O trabalho teve financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), do Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Tecnológica (CNPq) e da própria universidade.

Artigo científico

Santos, J. V. e Brito, G. S. Fotografia técnica de documentos para formação de corporadigitais eletrônicos: o método desenvolvido no Lapelinc. Letras & Letras. v. 30, n. 2, p. 421-30. jul./dez. 2014. 
Todos os créditos: Marcos de Oliveira 

Capes seleciona projetos educacionais para serem financiados


Esta dica é para professores, pesquisadores e estudantes que têm o sonho de desenvolver projetos de pesquisa no exterior. Já estão abertas as inscrições para o programa Cooperação Internacional da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).

A Capes, por meio do Programa Geral de Cooperação Internacional, vai selecionar até 60 projetos conjuntos de pesquisa, parcerias universitárias e candidaturas individuais em qualquer área do conhecimento durante o ano de 2015.

Criada com o objetivo de fomentar projetos educacionais de pesquisa entre grupos brasileiros e estrangeiros, a iniciativa vai selecionar até 60 trabalhos, de qualquer área do conhecimento, para serem financiados em 2015.

Os escolhidos podem ganhar missões de trabalho, bolsas de estudos e até R$ 10 mil para custear as atividades de seus projetos de pesquisa no exterior.

Os interessados podem se inscrever até 30 de abril no programa. Basta acessar o site da Capes e escolher uma das oportunidades oferecidas nos mais de 20 países que possuem parceria com a entidade.

Este é o primeiro período de inscrições para o programa Cooperação Internacional. De acordo com cronograma da Capes, desta etapa – que se encerra no fim de abril – serão selecionados 15 projetos de pesquisa.

Mais informações:



Fonte: Canal do Ensino.

CIRCUITO DA CELEBRAÇÃO DA HERANÇA AFRICANA - CEMITÉRIO DOS PRETOS NOVOS


A transferência do mercado de escravos da região da Rua Primeiro de Março (antiga Rua Direita) para a do Valongo implicou mudança do Cemitério dos Pretos Novos do Largo de Santa Rita para o Caminho da Gamboa - hoje a Rua Pedro Ernesto 32, endereço do Instituto Pretos Novos (IPN). Pretos Novos eram os cativos recém-chegados ao Brasil. Muitas vezes, não resistiam aos maus tratos da viagem desde a África e morriam pouco depois de desembarcar. O sítio arqueológico foi descoberto em 1996, quando moradores reformavam a casa. Arqueólogos identificaram milhares de fragmentos de restos mortais de jovens, homens, mulheres e crianças, africanos recém-chegados.

Considerado o maior cemitério de escravos das Américas, estima-se que tenham sido enterrados de 20 a 30 mil pessoas, embora nos registros oficiais esses números sejam menores, 6.122 entre 1824 e 1830. Seus corpos foram jogados em valas e queimados. A área servia também como depósito de lixo, o que revela o tratamento indigno aos africanos escravizados. Além de ossos humanos, havia também pertences dos pretos novos, como restos de alimentos e objetos de uso cotidiano descartados pela população. A análise do sítio constatou que a maior parte dos ossos pertence a crianças e adolescentes. Hoje a casa funciona como centro cultural para o resgate da história da cultura africana e oferece cursos e oficinas, além de uma biblioteca sobre a temática negra.


O IPN fica aberto de terça a sexta-feira, das 13h às 18h. Para visitar aos sábados, domingos e feriados, é preciso agendar pelo telefone (21) 2516-7089.

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA RAÍZES - NATÁLIA REIS


The African oil palm in Bahia, Brazil: Past, present, and potential of an Afro-Brazilian landscape

A subspontaneous grove of African oil palms at the foot an intertidal mangrove forest in the Pau d’Oleo district of Igrapiuna, Bahia. Photo by Case Watkins. 

In 1991, the Secretary of Culture in the northeastern Brazilian state of Bahia officially designated an eighty-kilometer strip of its Atlantic shores as the Costa do Dendê, or Palm Oil Coast, in a formal nod to the dense stands of African oil palms that had come to dominate local landscapes. Part of a broader initiative to promote tourism, the move branded the region as the main source of Bahian palm oil—long a fundamental material component of vibrant Afro-Brazilian culinary and religious cultures practiced throughout the country. Culminating at least five centuries of transatlantic social, economic, and ecological development, Bahia’s African oil palm groves emerged as a veritable Afro-Brazilian landscape.
Acesse a página: 

PORTAL DA INCONFIDÊNCIA


Nas décadas de 1970 e 1980 a Imprensa Oficial do Estado de Minas Gerais imprimiu, em 11 volumes, e sob os auspícios da Câmara dos Deputados, os Autos de Devassa da Inconfidência Mineira, em edição comentada e há muitos anos já esgotada.
A partir de tais volumes digitalizados pelo Arquivo Público Mineiro, existentes na Biblioteca Luiz de Bessa, a Imprensa Oficial, mediante exaustivo trabalho técnico, transformou as cerca de 5.500 imagens em formatação que possibilitou aplicação de um completo sistema de buscas praticamente isento dos comuns erros que aparecem nesse tipo de transposição.
E mais: ambas as formas podem ser vistas lado a lado, comparando-as, ou seja, os 11 volumes originais da edição dos anos 1970 e 1980 em imagem ao lado da apresentação em pdf que possibilita a utilização do sistema de busca.
A iniciativa representa um salto enorme no sentido de democratizar as informações contidas nos Autos de Devassa da Inconfidência Mineira – ADIM - à sociedade, através do citado sistema de buscas e também com o gradativo acrescentamento, em ícones específicos, da possibilidade de acesso a trabalhos científicos afetos ao tema produzidos e disponíveis através de links de instituições de ensino e pesquisa. Outros ícones também serão continuamente alimentados com iconografias de cidades históricas mineiras, livros, revistas e jornais contendo materiais relativos ao assunto.
Tudo isto única e exclusivamente no sentido de dotar os historiadores e pesquisadores de mais ferramentas e informações que permitam, continuamente, trazer mais luzes a um dos maiores, senão o maior, movimento libertário nacional.
Democratizando informações históricas, a Imprensa Oficial do Estado de Minas Gerais, este Estado da Liberdade, por sua essência e natureza, tem plena convicção de estar cumprindo sua missão institucional de fomento e apoio à cultura.
Apoio que a Imprensa Oficial também recebe neste projeto das várias instituições e entidades parceiras desta Autarquia, cujas marcas e breves opiniões estão contidas a seguir, continuando as frutíferas colaborações recíprocas agregadas recentemente.
O lançamento, na abertura da Semana da Inconfidência de 2015, na cidade de Tiradentes, ainda mais acentua a responsabilidade histórica da Imprensa Oficial do Estado de Minas Gerais, nascida em Ouro Preto, cidade do lançamento, há 123 anos, precisamente no dia 21 de abril de 1892, do número inaugural do Diário Oficial “Minas Gerais”.
Imprensa Oficial do Estado de Minas Gerais

Iº LEILÃO DE DOCUMENTOS HISTÓRICOS DO BRASIL


"Caro amigo Colecionador,
É com imensa satisfação que apresentamos o nosso 1º Leilão de Documentos Históricos do Brasil, a ser realizado no dia 27 de abril de 2015, em sessão única, às 20h00.
Os documentos de legislação impressa vão desde o Reinado de D. João V, na Colônia, até D. Pedro II, no Império, com temas que variam desde Justiça até Exército e Marinha, passando por Numismática, Administração Pública, Medicina, entre outros. A maior parte dos lotes situa-se cronologicamente entre 1816 e 1821, período de grande efervescência política bem representado nos documentos deste leilão.
O catálogo virtual já se encontra no site http://www.flaviasantosleiloes.com.br, a exposição física acontecerá no dia 22 de abril de 2015 das 10h00 as 20h. Necessário agendar visita pelo telefone de (11) 98744-4473.
Obs.: Deste leilão não será feita a venda de lotes remanescentes.
Cordialmente",
Flávia Santos


África-Brasil: número de escravizados é quase o dobro do estimado


Pesquisadores de universidades do Brasil, Estados Unidos e Inglaterra, concluíram que o número de escravizados levados para o Brasil é maior do que se estimava. Segundo os dados, que podem ser encontrados no site www.slavevoyages.org, foram cerca de 1.700.000 (um milhão e setecentos mil) africanos trazidos, na condição de escravos, para a Bahia e não 1.200.000, como afirmavam estudiosos, como o escritor e fotógrafo Pierre Verger.

“Definitivamente, agora, temos um conhecimento mais aprofundado do comércio baiano de escravos. Mas, graças ao trabalho de Pierre Verger, Luiz Viana Filho e de uma geração de historiadores, já tínhamos noção do papel da Bahia no tráfico transatlântico de africanos”, afirma o historiador Carlos Silva Junior. O pesquisador baiano está na Inglaterra, onde desenvolve uma pesquisa de doutoramento na Wilberforce Institute to the Study of Slavery and Emancipation (WISE) da University of Hull, Reino Unido e comentou a pesquisa para o portal Correio Nagô.

Até o século XIX, por ano, a Bahia importou uma média de cinco a oito mil escravizados, sendo que muitos deles eram da Angola. “Então, a Bahia tem muito de Angola”, conclui Carlos Silva, destacando ainda que a população de Angola, embora importante, desde o século XVIII era inferior numericamente aos jejes, minas e no século XIX aos nagôs. Um dado relevante para a pesquisa.
De acordo com os indicadores, quase 200 mil escravizados morreram durante a travessia do continente africano para as terras baianas, no período do tráfico. Segundo o banco de dados atualizado, mais de 1.736.308 pessoas foram embarcadas na costa da África com o destino para a Bahia. Deste total, cerca de 1.550.335 chegaram vivos ao local.


Sobre a pesquisa, o doutorando Carlos Silva Junior diz que esse novo levantamento traz uma abordagem sobre a realidade brasileira atual. “Ele [estudo] apresenta de maneira indiscutível o drama que foi o tráfico de escravos, mostra o que há de ‘África entre nós’, ajuda a entender a formação cultural da população brasileira, o legado da escravidão e da situação da população negra hoje. Que esses dados não sejam apenas números em tabelas, mas ajudem a refletir sobre o legado da escravidão na sociedade brasileira, até os dias atuais”, frisa.

Exposição cartográfica remonta história do Brasil e sua relação com Portugal e Espanha


A exposição “A História do Brasil revelada através da Cartografia” será lançada dia 16 de abril e segue em cartaz até 17 de maio, no Salvador Trade Center. A mostra, composta por 13 mapas, apresenta a formação do território brasileiro no período colonial, além das relações entre o país e Portugal e Espanha. Através de símbolos, imagens, cores, escritas e desenhos primitivos a exposição remonta as transformações históricas, econômicas e políticas ao longo de dois séculos e meio. Esta é a primeira mostra do “Ciclo de Exposições Domínio Público”, que tem o objetivo de transmitir informações sobre a construção da soberania política e da ordem jurídica sobre o território nacional e seus reflexos e desdobramentos na sociedade e na vida dos cidadãos.
 Serviço
O QUÊ: “O Ciclo de Exposições Domínio Público – A História do Brasil revelada através da Cartografia”
ONDE: Salvador Trade Center
QUANDO:  Abertura 16 de abril (quinta-feira), às 18h30. Segue em cartaz até 17 de maio. Segunda a sexta, das 9h às 20h / Sábado, das 9h às 17h

QUANTO: Gratuito

Encontro Nacional dos Estudantes de Arquivologia (ENEArq)


O Encontro Nacional dos Estudantes de Arquivologia (ENEArq) é um encontro organizado pela Executiva Nacional dos Estudantes do Brasil (ENEA) com a participação dos Centros e Diretórios Acadêmicos de Arquivologia das universidades brasileiras.
O encontro tem por objetivo reunir estudantes dos cursos de Arquivologia em torno de problemáticas ligadas ao desenvolvimento científico e prático do estudante de Arquivologia, além da formação do futuro Profissional Arquivista, e dos possíveis espaços de diálogo do arquivista com a sociedade, debatendo as novas tendências da Arquivologia e da Tecnologia, aliando-as aos aspectos sociais, políticos e econômicos da realidade brasileira.

O evento pretende na sua 19ª edição promover a integração entre estudantes e futuros profissionais arquivistas de todo país. Na edição anterior do evento realizada em agosto de 2014 na Paraíba, a cidade de Salvador foi escolhida por unanimidade como sede da edição 2015 do ENEArq. A capital do Estado da Bahia sediará pela terceira vez na história este evento sendo que a primeira vez se deu ano de 2000. Sob a organização do Diretório Acadêmico de Arquivologia da UFBA (DAArq) e demais estudantes do curso, o encontro pretende reunir os estudantes dos 16 cursos de Arquivologia existentes em todo o Brasil. Em sua décima nona edição o encontro trás o tema “Arquivologia na Contemporaneidade: transformações, desafios e tendencias”. O evento ocorrerá entre os dias 27 à 31 de Julho de 2015.

CONTANDO HISTÓRIAS E PRESERVANDO MEMÓRIAS


A juíza Andremara dos Santos, titular da 2ª Vara, e que comandou os trabalhos, destacou a cerimonia de livramento condicional de 12 internos, seguida da visita ao Centro de Documentação da Lemos Brito, que abriga em seu acervo parte significativa da história do sistema prisional da Bahia. “Esta parte está sendo resgatada pelo trabalho dos historiadores Cláudia Moraes Trindade e Urano de Cerqueira Andrade, com achados importantíssimos sobre a história prisional do regime da última ditadura”, disse a magistrada.
Acesse a Fonte na íntegra: TJBA
Veja também: 

DNA identifica origem de escravos trazidos à América

Maxilar e mandíbula de esqueleto do século XVII encontrado na ilha caribenha de St. Martin(H. Schroeder et. al/PNAS/Divulgação)

Estudo revelou que corpos enterrados no Caribe entre 1660 e 1688 vieram de Camarões, Gana e Nigéria.

Cientistas utilizaram um método de análise de DNA para revelar a origem de escravos africanos enterrados há mais de 300 anos em uma colônia holandesa no Caribe. O estudo foi feito a partir dos esqueletos de dois homens e uma mulher encontrados em 2010 na ilha de St. Martin. Conhecidos como os "três de Zoutsteeg", eles possivelmente vieram de uma região onde hoje se localizam Camarões, Gana e Nigéria.

É difícil determinar a procedência dos mais de 10 milhões de africanos trazidos como escravos ao continente americano, entre 1500 e 1850. Os poucos dados disponíveis sobre a época revelam em qual porto essas pessoas embarcaram, mas seus países de origem permanecem um mistério. A descoberta, publicada online na segunda-feira no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), pode ajudar a investigar de onde vieram os escravos.

Por meio de um estudo anterior nos "três de Zoutsteeg", o arqueólogo Hannes Schroeder, da Universidade de Copenhague, tinha evidências de que o trio nasceu na África e foi enterrado entre 1660 e 1688. Para aprofundar o estudo sobre sua origem, precisaria sequenciar seu DNA. O problema é que o clima quente e úmido do Caribe degradou o material genético nos ossos dos escravos.

"As descobertas revelam as primeiras provas da origem étnica dos africanos explorados durante a escravidão", diz o estudo. A pesquisa também "demonstra que os elementos do genoma permitem responder a perguntas que careciam de provas há muito tempo".
O método permitirá avançar nos estudos sobre esqueletos encontrados em regiões tropicais, que contêm poucos vestígios de material genético em função do clima quente.
(Com AFP)

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Curso conta a história do Cangaço na Bahia

O Instituto Geográfico e Histórico da Bahia promove o mini-curso “O Cangaço na Bahia”, que será realizado de 8 a 10 de abril, das 14h às 17h, sob a coordenação do historiador Rubens Antonio.
O Cangaço foi um movimento que agitou o Nordeste, com reflexos que se estenderam desde então. Muito daquilo que é verdadeiro, que é fato, está, atualmente, deturpado, obscurecido por camadas e camadas de recontares, lendas, especulações, facciosidades.
O conhecimento dos principais eventos a ele relacionados, porém, é ainda muito limitado. Daí, este curso buscar não só esclarecer como apontar elementos que referenciem o estado de arte do conhecimento. Assim, será trabalhado o sabido e documentado de eventos como combates, abrangências, disposições várias que constituem, muitas vezes, pontos-de-partida para o verdadeiro entendimento enquanto fenômeno histórico.
Acompanhe a Programação:

Dia 8 - 1924 a 1929: Cangaço em ascensão

Alvorada lampiônica
As primeiras notícias
O crescendo do temor
Reações pomposas e inúteis
A chegada efetiva
As primeiras sagas e tragédias
Perplexidades

Dia 9 - 1929 a 1933: Cangaço tonitruante

O apogeu do Cangaço na Bahia
A melhor percepção
Menos perdas
Subgrupos e domínios
Início do contra-ataque
Violência de lado a lado

Dia 10 - 1933 a 1940: Derrocada do Cangaço

Grandes perdas
Marcando passo
Às portas do fim
Lá, apaga-se o Lampeão
Cá, apaga-e o Corisco
Olhando para frente
Mitificação
Olhando para trás


Instituto Geográfico e Histórico da Bahia 
Avenida Joana Angélica, 43 - Piedade
Salvador - BA

71 3329 4463/6336

DA BAHIA A PERNAMBUCO DE JANGADA


Diz José de Barros Vieira morador na Subauma Distrito da Torre, onde por ser pobre vive de plantar mandiocas e fabricar farinhas, que em uma sua jangada vem dispor no Celeiro Público desta Ciadade. Que em um dos dias primeiros do mês de maio deste ano de 1806, achando-se o suplicante no seu porto, e nos trabalhos de conduzir para esta Cidade as suas farinhas, foi obrigado à ordem de Vossa Excelência e intimado pelo Sargento do dito Distrito, para na referida jangada conduzir a Joze Bento, Alferes do Regimento do mesmo Distrito, para a Cidade de Pernambuco com carta de Vossa Excelência, dirigida ao Excelentíssimo Governador da dita Cidade, e que na volta [desta] viagem seria o suplicante satisfeito; obedeceu o suplicante, e apesar do grande prejuízo de mais de 60$ réis nas farinhas que deixou de conduzir, fez a dita viagem, e na volta, além de sustentar-se a sua custa, arriscou a sua vida, pois que pelo tempo invernoso que sobreveio, andou quase naufragante três dias sem comer, nem beber, até que por mercê do céu veio ao porto com grande trabalho; e como para ser o suplicante pago pela Real Fazenda, tem o dito Sargento enviado carta, competente ao Secretário deste Estado, e não tem sido o suplicante pago do grande desvelo e trabalho que na referida viagem teve em quinze dias que gastou de ida e vinda. Portanto Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor, peça a Vossa Excelência se digne atender a pobreza do suplicante e tudo mais referido, arbitrando e mandando-lhe pagar o seu trabalho.

Pela informação do S. Mor. Junto a este fará Vossa Excelência o que for servido. Quartel da Torre, 6 de outubro de 1806. Antonio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque. Coronel. 
FONTE: Arquivo Público do Estado da Bahia - 
Seção Colonial, Cartas ao Governo - Maço: 208.           

As Aventuras de Pierre Verger no MAM


Divining Slavery and Freedom: The Story of Domingos Sodré, an African Priest in Nineteenth-Century Brazil (New Approaches to the Americas)

Since its original publication in Portuguese in 2008, this first English translation of Divining Slavery has been extensively revised and updated, complete with new primary sources and a new bibliography. It tells the story of Domingos Sodré, an African-born priest who was enslaved in Bahia, Brazil in the nineteenth century. After obtaining his freedom, Sodré became a slave owner himself, and in 1862 was arrested on suspicion of receiving stolen goods from slaves in exchange for supposed 'witchcraft'. Using this incident as a catalyst, the book discusses African religion and its place in a slave society, analyzing its double role as a refuge for blacks as well as a bridge between classes and ethnic groups (such as whites who attended African rituals and sought help from African diviners and medicine men). Ultimately, Divining Slavery explores the fluidity and relativity of conditions such as slavery and freedom, African and local religions, personal and collective experience and identities in the lives of Africans in the Brazilian diaspora.

http://www.amazon.co.uk/Divining-Slavery-Freedom-Nineteenth-Century-Approaches/dp/1107079772/ref=sr_1_1?s=books&ie=UTF8&qid=1425205768&sr=1-1&keywords=brazil+slavery

PESQUISAS NA ÁREA DE HISTÓRIA


Chamo-me Eduardo Cavalcante e sou graduado em História pelo Instituto de Ciências Humanas e Filosofia (ICHF) da Universidade Federal Fluminense (UFF). Possuo sólida experiência profissional na área de pesquisa documental, tais como, coleta de dados, transcrição e análise de documentos para os séculos XVII, XVIII, XIX e XX. Desde 1999, atuo prestando serviços de maneira autônoma e sem vínculo empregatício para mestrados, doutorados, pós-doutorados e outros tipos de atividades históricas, coletando o maior número possível de informações que venha a embasar esses trabalhos e detenho experiência prática relativa à organização e ao arranjo dos acervos documentais dos principais arquivos do Rio de Janeiro. Compreendo bem o idioma espanhol e este é o meu e-mail para futuros contatos: cvlcnt@uol.com.br 
Para outros esclarecimentos é possível acessar o meu currículo através deste site: